Lady Grace Jones

I was always really determined to look the way I wanted to look, and I wanted to cut my hair. I wanted to look different because I was used to looking different. Because of my religious background I’d always been encouraged to look different. ”

O Über DJ Camilo Rocha escreveu uma matéria bem humorada sobre Lady Gaga e Grace Jones, cantora, modelo, atriz, ícone artístico, pop e black dos anos 80. Lendo os comentários (opiniões e lixolândia como sempre) se nota que o tema é controverso para os fãs de ambas divas.

Grace Jones nasceu na Jamaica e se mudou com sua família aos Estados Unidos aos 17 anos. Formada em Artes Cênicas pela Onondaga Community College, começou sua carreira de modelo em Nova Iorque no início dos anos 70. Era o começo da “Era das Celebridades” e ela, ostentando seu power dressing, circulava entre ricos e famoso, inclusive fazia baladinha com o nobre Andy Warhol, cineastra e fotografo da Pop Art.

A parte seu trabalho como atriz, em 1977 sua carreira se extendeu de modelo à cantora, quando foi contratada pela Island Records. Lançou mais de 10 albúns que passearam pelo pop, rock, reggae, chanson française, new wave, disco, dance, ou seja, toda gay music que amamos.

Fez parcerias com Annie Lenox, outro ícone da época (mais uma referência para Lady Gaga), Brigitte Fontaine e Luciano Pavarotti.  Além de claro, ter tido suas músicas remixadas por grandes artistas como LL Cool J e Primal Scream.

Falando em influência, não só Lady Gaga pode se dar ao luxo de ter Grace Jones como mestre. Pessoas do nível de Prince, Madonna e Michael Jackson são súditos assumidos de Jones. Respeitosamente gostaria de citar Lacraia como fruto do estilo cutting-edge de Grace Jones.

Hoje em dia, Grace Jones mantem sua carreira e sua divindade no underground. Diferente de Lady Gaga que no ground cai muito bem ao pop de mercado. Sem falar que como artista, Gaga ainda tem muito caminho para mostrar que é mais que uma modinha. Eu gosto da Lady Gaga, mas dizem que quem gosta de Lady Gaga não liga muito pra música.

Chego à conclusão que Lady Gaga só existe porque existiu Grace Jones antes dela, é sua continuação. Nos dizeres do sábio Camilo Rocha “Grace é professora, Gaga ainda é aluna. Simples assim.”

Descrita por alguns como pretensiosa e arrogante, Grace Jones sabe o símbolo que é e que sua atitude vanguardista abriu portas para muitos artistas e para as mulheres, sobre tudo negras. Uma mulher preta, andrógena, poderosa se impor e se expressar da sua maneira nos anos 70 é um ato de coragem e pioneirismo que não se compara a nada hoje em dia e disso, infelizmente, a pequena Gaga não pode se gabar.

Capa do seu último disco Hurricane, lançado pela The Vinyl Factory em vinil, edição luxo, 500 cópias cada uma pela preço simbólico de £ 300.
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