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Papo reto para os homens negros

Será que os homens negros  podem ser salvos ou devem se salvar?

Depois da morte do adolescente Trayvon Martin nos EUA, muito se discutiu sobre o porte de armas nos Estados Unidos, o país mais armando e com altos índices de mortes causadas por armas de fogo. Discutiu-se a violência urbana, o racismo, mas houve também quem falasse da vulnerabilidade  dos jovens negros diante à violência e uma certa auto-vulnerabilidade de comportamento.

O veredito de não-culpado atribuído a George Zimmerman, que matou Trayvon Martina tiros , não atiçou somente humanistas, progressistas e militantes,  a direita midiática também quis dar sua opinião sobre  o assunto. Do jeito deles.

SPOILING ALERT

Este blog a muito tempo tem como foco principal o desenvolvimento do indivíduo. Acreditamos e trabalhamos para a revolução humana (Kossen-rufu).  Não somos bobas ou estamos deixando questões como a pobreza, o genocídio da comunidade negra, o racismo e o racialismo de lado, enquanto perdemos tempo com questões menores e detalhes menos importantes diante da barbárie que começou a 500 anos quando a “civilização” chegou pra dar um rolê na África. O objetivo desse texto é propor questionamentos e melhoramentos voltados para o indivíduo e que podem refletir diretamente na comunidade.

O repórter da CNN Don Lemon em um de seus comentários sobre o caso Martin-Zimmermman, fez uma lista com cinco pontos importantes a serem discutidos pela comunidade e a serem considerados principalmente por jovens negros.  A ideia geral é que se estamos de fato vulneráveis, temos que nos fortalecer e não enfraquecer elos importantes. Claro que não sou intelectualmente desonesta nem falaciosa, tampouco sairia de rolê com esse jornalista, mas gostaria de dar minha opinião, praticamente irrelevante, porém com  força representativa, principalmente sobre a “desintegração da família afro-americana”. Note, que a paisagem do fato e os personagens  pertencem a outro país, mas fazem parte da cultura e do imaginário afro-descentende e certamente pode ser aplicado a nossa realidade.

Vejamos o que ele disse:

“A razão porque há tanta violência nas comunidades negras é a desintegração da família afr0-americana. Criados sem muita estrutura, jovens negros muitas vezes rejeitam a educação formal e gravitam em torno da cultura das ruas, das drogas, e das gangs. Ninguém os força a fazer isso, é uma decisão pessoal. Mais uma vez,  isso é uma decisão pessoal.”

Claro que além de beeem apriorista e simplista, este argumento tende a falácia. O pós-escravidão e o destino de seus descendentes é muito maior e complexo do que o destino de alguns. Essa parte do texto nem é tão legal, mas serve pra reforçar que, apesar de não concordar com a ideologia do jornalista, nem com o canal onde ele trabalha, nem com o grupo cultural que ele representa, estou de acordo com alguns pontos da lista a seguir. E também com a ideia de que a cultura gângster virou o mainstream dos jovens negros. Ser malandro, ser bandido, ser foda parece ser muito divertido nos clips, mas na vida real não é…

5 conselhos que podem ajudar indivíduos negros a serem mais respeitados e a se respeitarem mais

1 – Levantem suas calças

Sim. Levantem e agora.  Todos temos direito a individualidade, ao estilo, a cultura. A liberdade de poder se vestir como se quer é uma das mais preciosas MAS se você quer ser levado minimamente a sério, nesta sociedade, neste tempo histórico,  levante suas calças. De verdade.  Ninguém vai te levar a sério quando suas calças estão pelos joelhos e metade da sua cueca está pra fora. Tipo, não dá.

justin bieber efigenias

Ninguém é levado a sério com metade da cueca pra fora, filho. Ninguém

2 – Parem de usar a N. word

Parem, simplesmente parem. NÃO USEM MAIS. Pra você ter uma ideia, essa palavra surgiu nos Sul dos Estados Unidos quando os pretos eram queimados em árvores no sábado à tarde para divertir os brancos. Neste caso não aceito a reapropriação, sinto muito.  Me revolta ver jovens brasileiros, que mal são capazes de entender e interpretar uma letra de música repetida à exaustão em inglês, dizendo nigga isso, nigga aquilo. Para filho, não dá, você nem sabe do que está falando.  Capacite-se para  fazer essa escolha antes de sair falando como um ignorante. E se você é branco, pior. Para!

– Ah, mas o Jay Z e o Chris Brown falam!

Bem, um artista não necessariamente é um sábio ou alguém que está realizando ações para o seu benefício, não é mesmo? Jay Z e seus amigos ganharam muita grana com essa cultura de pseudo-reapropriação que consistia em tornar público e popular o uso de uma palavra criada exclusivamente para humilhar seres humanos,   pense bem. O  Barack Obama ou a Oprah Winfrey não são nem jamais falariam isso. Então para, não fique repetindo coisas demoníacas sem saber.

3 – Respeitem sua origem, não fiquem desdenhando

Ame e respeite seu bairro, sua quebrada, sua goma. E mais, respeite sua mãe que te criou enquanto seu pai estava ocupado demais para cumprir sua obrigação. Respeite sua avó que lutou para que você pudesse sobreviver.  Não seja nem machista, nem mal agradecido. É feio e você merece mais do que isso.

4- Terminem seus estudos

Se existe alguma forma de mudar a história da sua vida para melhor e que não tenha a ver com a sorte, é sem dúvida a educação. Não importa o que você queira fazer na sua vida, mas estude. Parece cafona, mas um diploma na mão faz sim a diferença. Faz a diferença pra sociedade, faz diferença para a sua comunidade, faz diferença para você mesmo.  Por maior que seja o esforço, faça! Vá em frente que certamente sua vida só será melhor. Por pior que seja o ensino, é sua escolha ser ou não mais um ignorante. Você não precisa ser um ignorante, nem repetir esse esteriótipo dentro da comunidade. Já era essa história, o lance agora é bem outro.

5 – Parem de ter filhos fora do casamento

Esse é o papo mais reto porque é a raiz de vários problemas sociais. Sabia que o plano de governo do Barack Obama, um dos pontos exigidos pelos eleitores eram ações voltadas a conter o problema causados pelos fatherless sons, ou seja, filhos sem pai?   Eu duvido, posso até apostar com  alguém que me mostre um problema social maior que a paternidade irresponsável e seus efeitos na sociedade. Para de ser estúpido e ficar se valendo de biologismos idiotas. Não, você não é um cachorro, você não é um garanhão, você não é um procriador. Você é um humano que deve sem exceção se responsabilizar pelo destino de seus filhos. Foda-se se você quis ou não ter filhos. Você teve. Foda-se se seu pai não te criou, foda-se se o pai do vizinho também não. Você mais que ninguém sabe o mal que isso causa, então não tente ser um animal, você não é. Para!  Evite ter filhos antes de poder ter uma família ou poder cuidar dele. Caso os tenha,  ame e responsabilize-se.  Muitas mães criam seus filhos sozinhas mas não tem que ser assim. A comunidade pode até te safar e aceitar seu comportamento, mas seu caráter e sua hombridade ficarão marcados. A sociedade exclui a mulher negra da mesma forma que criminaliza jovens negros a partir de ideias racistas e esteriótipos, mas aparentemente, as mulheres ainda assim conseguem ser mais responsáveis enquanto os homens ou se comparam com cavalos procriadores ou simplesmente aceitam o destino imposto pela sociedade. Chega.

Precisamos de lideres, alphas, homens fortes para tomarem essa situação pelas mãos e ajudar a mudar o destino da nossa comunidade.  Precisamos de vocês.

:: Efigenias ::

Contamos com vocês

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9 fatos sobre o Brasil em Sex and the City

O quê pensa sobre nós a melhor série EVER

O Brasil segundo Sex and the City

São diversas as fontes da erudição: as belas artes, a música erudita, a leitura. Se cultiver é mais que um estilo de vida, é um esporte.

No que concerne ao meu amplo conhecimento sobre machinhos homens e relações, tendo publicado artigos e aconselhado mais de 1987 mulheres, devo tudo isso a uma das maiores obras da humanidade. Um compêndio de sabedoria e cultura moderna; a obra prima da HBO

Uma pequena amostra dos meus amplos e sólidos conhecimentos sobre Sex and the City:

9 fatos sobre o Brasil em Sex and the City 

1 – Sônia Braga esteve em 2 episódios de Sex and the City, como Maria a artista plástica brasileira que teve uma relação com Samantha.

2 – Samantha aprendeu com Maria que buceta é uma das palavras brasileiras para vagina

3 – Na terceira temporada, Samantha, la diosa, convida as meninas para conhecerem o novo hot spot in the town, o restaurante SushiSamba

245 park Avenue South, NYC

4 – De férias em Los Angeles, Carrie e Charlotte recebem de uma esteticista russa a famosa depilação brazilian wax. Para se ter a importância cultural do termo, ele está presente como verbete na nova edicação do dicionário Chambers.

5 – Na quarta temporada, Samantha tem um romance com o magnata hoteleiro Richard Wright que foi o segundo homem que ela realmente amou e depois claro, o delícia Smih Jarrod  (esse bofe, na vida real é namorado da Rosário Dawson). Richard convida Samantha para um final de semana no Brasil em seu jatinho particular.

Nota da autora: Para viajar para o  Brasil é preciso tirar um visto de turista com 1 mês de antecedência. Isso porque, segundo a princípio de direito internacional da reciprocidade, os EUA pedem vistos para os brasileiros visitarem a América. Quem já tirou o visto para os Estados Unidos sabe a experiência agradável que é.

6 – Na primeira temporada Carrie conhece um arquiteto francês através de uma amiga jet setter . Ele conta pra ele que viaja muito e que uma de suas próximas viagens será  para o Brasil, onde vai construir um empreendimento hoteleiro.

7 – Antony Marentino, amigo de Charlotte e events planner faz uma revelação sobre seu passado romântico: ele se apaixonou, levou um pé na bunda e sofre até hoje por um brasileiro que tinha um bumbum incrível.como todas nós

8 – Fora da ficção Mr Big, o bofão Chris Noth e  a superfigurinista da série, a fashionista Patricia Field  já visitaram eAMAM o Brasil.

9 – Jason Lewis, o loiro, fez um filme com uma atriz brasileira Kiara Sasso e filmou no Brasil.

é nosso

A única conclusão a que posso chegar é que para os roteirista da série o Brasil é um país de gente feliz, alegre, de novos negócios e de práticas estéticas interessantes.

Se você tem um problema amoroso e quer saber o que diz o Evangelho segundo Sex and the City, escreva para a redação xlestx@gmail.com. Difunde a palavra.

:: Efigenias ::

Sex and the City, nós também te amamos

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Bofe do Domingo

Kenan Thompson

Ator e comediantes

Origem: Afro-norte-americano

Carreira: Começou em um dos melhores seriados do mundo, Kenan e Kel, fez alguns filmes, participações em séries e agora faz parte do elenco do Saturday Night Live.

O que contar para a família: É um bombonzão! Muito fofo mesmo!

É para casar? Com certeza, se você não quer pode deixar pra mim di boua ;)

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Changes

O mundo está mudando…

A revolução começou ontem.

E você, onde estará amanhã?

Michele Obama com toda certeza é uma Efigenia!

:: Efigenias ::

One of us

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Lady Grace Jones

I was always really determined to look the way I wanted to look, and I wanted to cut my hair. I wanted to look different because I was used to looking different. Because of my religious background I’d always been encouraged to look different. ”

O Über DJ Camilo Rocha escreveu uma matéria bem humorada sobre Lady Gaga e Grace Jones, cantora, modelo, atriz, ícone artístico, pop e black dos anos 80. Lendo os comentários (opiniões e lixolândia como sempre) se nota que o tema é controverso para os fãs de ambas divas.

Grace Jones nasceu na Jamaica e se mudou com sua família aos Estados Unidos aos 17 anos. Formada em Artes Cênicas pela Onondaga Community College, começou sua carreira de modelo em Nova Iorque no início dos anos 70. Era o começo da “Era das Celebridades” e ela, ostentando seu power dressing, circulava entre ricos e famoso, inclusive fazia baladinha com o nobre Andy Warhol, cineastra e fotografo da Pop Art.

A parte seu trabalho como atriz, em 1977 sua carreira se extendeu de modelo à cantora, quando foi contratada pela Island Records. Lançou mais de 10 albúns que passearam pelo pop, rock, reggae, chanson française, new wave, disco, dance, ou seja, toda gay music que amamos.

Fez parcerias com Annie Lenox, outro ícone da época (mais uma referência para Lady Gaga), Brigitte Fontaine e Luciano Pavarotti.  Além de claro, ter tido suas músicas remixadas por grandes artistas como LL Cool J e Primal Scream.

Falando em influência, não só Lady Gaga pode se dar ao luxo de ter Grace Jones como mestre. Pessoas do nível de Prince, Madonna e Michael Jackson são súditos assumidos de Jones. Respeitosamente gostaria de citar Lacraia como fruto do estilo cutting-edge de Grace Jones.

Hoje em dia, Grace Jones mantem sua carreira e sua divindade no underground. Diferente de Lady Gaga que no ground cai muito bem ao pop de mercado. Sem falar que como artista, Gaga ainda tem muito caminho para mostrar que é mais que uma modinha. Eu gosto da Lady Gaga, mas dizem que quem gosta de Lady Gaga não liga muito pra música.

Chego à conclusão que Lady Gaga só existe porque existiu Grace Jones antes dela, é sua continuação. Nos dizeres do sábio Camilo Rocha “Grace é professora, Gaga ainda é aluna. Simples assim.”

Descrita por alguns como pretensiosa e arrogante, Grace Jones sabe o símbolo que é e que sua atitude vanguardista abriu portas para muitos artistas e para as mulheres, sobre tudo negras. Uma mulher preta, andrógena, poderosa se impor e se expressar da sua maneira nos anos 70 é um ato de coragem e pioneirismo que não se compara a nada hoje em dia e disso, infelizmente, a pequena Gaga não pode se gabar.

Capa do seu último disco Hurricane, lançado pela The Vinyl Factory em vinil, edição luxo, 500 cópias cada uma pela preço simbólico de £ 300.

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