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Como fazer a revolução sem muito esforço

 5 hábitos revolucionários que você pode desenvolver

Não é que não queremos, é que não temos muito tempo. Esse é o problema. Queremos a revolução, sonhamos com a felicidade de todos, mas como encaixar esses anseios na nossa vida diária?

Existem os militantes, que são profissionais da revolução e dedicam seu tempo e inteligência à causa política e social, temos os part-timers, aqueles que se dedicam parcialmente participando de protestos e eventos,  e existem nós, os que não tem tempo.

Não se preocupe, se existe motivação, há ação. Apenas no campo da linguagem podemos ser revolucionários e mudar as coisas. Cinco dicas quentes, que vão fazer e muito a diferença. Afinal, quem você quer ser?

1 – Escolha bem suas palavras.

É simples: se durante uma conversa você se deparar com alguma palavra, termo ou expressão que possa ser ofensivo (mesmo que você não tenha intenção de ofender a alguma pessoa ou grupo, não fale, escolha outra.Responsabilize-se pelas suas escolhas linguísticas. Ouso dizer que existem apenas 3 tipos de problemas na vida: os metafísicos (éticos, amorosos, subjetivos), os pragmáticos (construir uma ponte, consertar uma unha quebrada, encontrar um emprego) e os linguísticos (tudo o que você fala, sobre o que fala, com quem se comunica). Livre-se de um.

Sim, suas escolhas linguísticas causam tanto ou mais problemas que um farol quebrado em um dia de chuva ou o seu pagamento em atraso.Claro que não é possível prever o que a outra pessoa vai sentir com as suas palavras, mas fique atento e escolha bem as palavras.

Exemplo:

Não chame pretos de morenos! Não! Não faça isso.

Observe que a maioria das vezes que citamos a cor ou algum traço físico de uma pessoa numa frase, a informação não tem valor descritivo e sim moral. É um julgamento, uma determinação somática que vem embutida de preconceitos e esteriótipos. Se você não tiver capacidade intelectual de entender a cor ou a cultura de alguém, simplemente não fale. Dá certo.

UOL   O melhor conteúdo

Se fossem brancas seria apenas duas gatas, duas beldades, uma paulista e uma carioca…

-A Maria é aquela… preta,morena, moreninha, mulata, mulatinha, de cor, escurinha, …

Viu que problema? Porque você sabe bem que se referir alguém como negra ou como morena não tem o mesmo efeito, não adianta mentir e dizer que não. Para não ter problemas, basta você falar:

– A Maria, aquela de camiseta branca.

 

 

 

 

 

 

– Ah, mas é mais complicado.

Tá com preguiça de pensar, filho? Assim você vai longe…

 

2 – Dê o exemplo como algo normal

 

Você está lá batendo papo com amigos, aí numa frase você fala afrodescendente ao invés de negro ou preto, pronto.  Não precisa soltar a velha pérola:” Ah, porque agora não se pode chamar preto de negro, é afrodescendente”. Cara, você tentou esconder,  mas demonstrou sua idiotice do mesmo jeito. Você não quer se corrigir?

Outro exemplo:

– …esse jovens das comunidades…Comunidade, porque agora não pode dizer favela.

Você anulou o efeito que até você reconhece que tem a primeira oração, e deu o show da odiotice na segunda. Parabéns.

3 – Seja gentil e respeite

Eu não estou falando pra você respeitar de coração,  porque já vi que isso é impossível. Respeito de coração é difícil de encontrar na história da humanidade.  Então apenas respeite como comportamento. Você não é obrigado a lutar pela sua liberdade de expressão ou seus sentimentos todas as vezes. Se o cara gosta de azul e você de preto, tá, você pode pensar que ele é  idiota, claro que é, mas apenas pense e regozige-se em silêncio no seu íntimo. Não tem prazer maior.

 

4 – Corrija as pessoas ignorantes, mas nem sempre os idiotas

Há uma diferença: tem gente que é ignorante do mal, mas às vezes a pessoa simplesmente não sabe. Coitada. Não dá pra saber tudo. Neste caso, creio que vale a pena partilhar conhecimento, chamar o debate amigável. Não precisa trolar tooooodas as vezes.

Se o cara te fala uma merda machista do tipo “mulher só gosta de véio com dinheiro” (tudo isso é baseado numa história verídica), você tem duas opções:

a) Verificar o contexto cultural em que o indivíduo atua,  suas intenções (quer ofender ou quer apenas falar, porque falar todo mundo fala) e relevar. Pra que discutir com um homem, brasileiro, que assistiu novela durante 60 anos, não leu um livro, não se interessou em analisar criticamente nada na sua vida, mas é um cara simpático que só está falando. Não vale a pena.  Regozige-se em silêncio no seu íntimo

b) Ir pra cima independente da situação. Mas mesmo neste caso, seja gentil. Não custa nada e é mas fino.

 

5 – Deixe a pessoa falar primeiro

O idiota sempre se manifesta. não tem jeito. Deixe que ele mostre quem ele é porque vai acontecer fatalmente. Encare as pessoas de forma neutra, sem esteriótipos ou modelos. Quem é gente boa, será gente boa.   Não que eu seja uma cagaregras, mas esteriótipos cansam. Você quer apenas ser quem você é, enquanto o outro insiste em te limitar dentro de um modelo inferior.

A vida são nossas escolhas linguísticas, e boa parte da revolução é feita através das palavras que saem direto do coração. #linguisticsfeelings

:: Efigenias ::

Querendo mesmo é ser  Caetano Veloso

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Cantinho dos recalcados

Seria a editora chefe do :: Efigenias :: esquizofrênica?

Quando os recalcados se unem…Haja fígado!

O mundo dá voltas mas os padrões se repetem. Semana passada nos divertimos e recebemos muito amor de Dani, aquele que me mandou tomar no cu por ser uma vagabunda vitimista. Pois bem, hoje, acabo de ser acusada de esquizofrênica. Sente só.

recalcados

Segundo o Amigo da Sinceridade do inferno, eu sou a autora do comentário recalcado que deu origem ao meigo, porém justo, Cantinho dos recalcados. Segundo o grave acusante, preciso de ajuda especializada. Talvez precise mesmo.

Eu tenho duas possibilidades face a tal acusação:

1- Caçar esses acusadores e ensinar-lhes que da mesma forma que é fácil mostrar que o post foi escrito por outra pessoa, mais fácil ainda seria esplanar pra geral a identidade tanto do Dani quanto do amigo dele. Ah, e mandar um beijo pra galera da Cachoeirinha.

2 – Ignorar e tocar fogo no puteiro porque quando racistinhas recalcados se unem, coisa boa não sai…

Mas pensando bem, talvez deva mesmo me ocupar da minha saúde mental. Talvez nem seja eu quem está escrevendo este post. Talvez eu mesma tenha escrito este comentário! Claro, todos sabemos quão severa é a multiplicidade de personalidades, logo eu escrevi o comentário inicial, depois escrevi um artigo replicando o comentário que eu mesma tinha feito. Em seguida escrevi outro comentário acusando eu mesma de ter escrito um comentário contra mim mesma num artigo que eu tinha escrito e agora, pra fechar o ciclo, estou respondendo um comentário, escrito por mim, defendendo um comentário que eu mesma escrevi contra um artigo escrito contra um comentário de minha autoria.

É , viver não é fácil…

:: Efigenias ::

Me, myself, I and everybody else

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1º Curso de linguística aplicada

“Eu não gosto dos brancos” X “Eu não gosto de branco”

Ou porque a linguística mora no meu coração Parte 1

O que é contexto?

Das brancas eu não gosto muito não…

Dia desses estava no escritório quando uma colega carinhosamente me ofereceu um singelo caramelo em um saquinho de balas de diversos sabores e cores. Era o final do pacote e só havia os caramelos de anis.

Polidamente respondi com a seguinte frase:

– Eu não gosto dos brancos.

Foi um choque! Quando poderia imaginar que eu seria traída pelo meu próprio veneno? Ah, a linguagem, o verbo…Fui pega! Eu tinha acabado de usar uma frase racista para descrever algo de meu desagrado! Eu, que me considerava um caso emblemático de tolerância e diversidade ideológica, tinha acabado de cair na maior contradição da minha vida e obedecendo a organização social racista,  disse que não gosto dos brancos. Seria o meu fim.

Mas espere um pouco, algo não está  escuro claro.

Analisando a frase:

“Eu não gosto dos brancos”

  • EU NÃO GOSTO  oração negativa  transitiva indireta com adjunto adverbial de negação
  • DOS contração do pronome DE + OS. O artigo OS faz referência a algo que  já foi dito no texto ou conhecido do contexto onde a frase foi dita. O OS é o artigo referencial pois remete a um conhecimento partilhado entre os participantes do ato de comunicação.
  • BRANCOS faz referência  ao que chamamos de cor branca.  BRANCOS,  substantivo-adjetivo no plural, reforça a ideia de quantidade que tinha no pacote e é objeto indireto

No caso eu me referia aos caramelos de anis que são de cor branca. Eu não gosto de anis e numa manobra linguística arriscada usei a metonímia me referindo a uma caraterística da bala para descrevê-la como um todo.  Eu não estava motivada pelo ódio da sociedade racializada simplesmente usando uma frase homônima do que poderia ser considerado racismo para descarregar meu ódio internalizado. Apenas escolhi as mesmas palavras dentro de um sistema de probabilidades linguisticas só que com outro significado. Isso porque uma frase só faz sentido dentro de um contexto.

E se fizermos uma  comparação? Qual a diferença entre dizer:  ‘não gosto dos brancos’ e ‘não gosto de brancos’?

Imagine que você está numa festa com muitas pessoas. Você está conversando sobre as pessoas da festa, daí você lança:

“Eu não gosto de brancos”

  • Eu não gosto: oração transitiva indireta com adjunto adverbial de negação
  • de: preposição possessiva,  particula de relação que atribui valor partitivo ao objeto indireto.
  • brancos: no possível contexto, refere-se ao indivíduo de cor ou ideologia branca (oi?) e sua relação e pertenencia a este grupo, reforçado pelo plural empregado.
Infelizmente, essa frase pode ser ser considerada preconceituosa pois se referindo às pessoas pela cor, você está supriminto a liberdade indidual dela, um dos carateres da conduta racista.  Ou seja, não importa quem é a pessoa, do que ela gosta, porque foi convidada para a festa. Simplesmente por ter um traço biológico infalível e determinante segundo o contexto,  estará para sempre condenada a ser apenas a representação de todo o grupo. Isso também é racismo. Ou, como veremos brevemente racialismo.

Por que o contexto é importante nos dois casos? Porque o uso das mesmas frases, as mesmas explicações sintáticas num contexto diferente,  mudaria o significado delas.

Este foi apenas um pensamento linguístico, não se assuste.

Pense nisso a próxima vez que ouvir uma frase como “a coisa tá preta”  e se sentir discriminado. Será que é mesmo com você?

:: Efigenias ::

Estudem para a próxima aula

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O Brasil cordial

Case study sobre o carisma e a personalidade da nossa gente

No dia 13 de março de 2005 (quem tiver esse vídeo por favor me mande para ilustrar a matéria), no programa Pânico na TV, os jornalistas de celebridade (oi?)  repórter Vesgo e o dono do baú Silvio Santos entrevistam Marcelo Antony. Sim o ator gato ai em baixo.

Vesgo pergunta ao ator que chega de carro: ” – Você foi ao banheiro?”
Marcelo Anthony responde com empolgação:

“Você tá querendo saber se eu FUI LIBERTAR O MANDELA?”

Marcelo antony é pai de DUAS CRIANÇAS PRETAS.

Bem-vindo ao fabuloso  mundo do RACISMO CORDIAL BRASILEIRO, ou como muitos cientistas classificam como le racisme à bresilienne.

O racismo no Brasil é um capítulo a parte na sociologia e antropologia mundial. O racismo brasileiro é assunto nas grandes universidades do mundo.

E você, fala sobre isso?

Vocês podem não acreditar em mim, editora chefe do Efigenias, mas espero que no Chico Buarque vocês acreditem:

Chico Buarque fala sobre o racismo, sua família de pretos e mestiços e das pessoas que por alguma razão, ainda desconhecida por mim, pensam que são brancas.

Ainda não sentiu nada? Então veja esse vídeo: Esse menino foi morto covardemente pela polícia em Salvador. O Estado segue seu plano de dizimação dos negros.

Não vai rolar.!!! Claro que ninguém ficou sabendo disso, afinal, um preto a menos,ninguém vai notar.

E ai, vamos aceitar a morenização e fingir que é o jeitinho carinhoso brasileiro e sequer discutir o assunto ou enfrentar e mostrar a que viemos?

Pensei nisso outro dia quando estava com um amigo e ele fez um comentário sobre gays e ao ver meu olhar de desaprovação se desculpou. Não sou gay (oi?), mas ele sabia que eu jamais aceitaria qualquer manifestação de preconceito mesmo que não fosse direcionada a mim.

E você?  O que faz quando escuta uma piada preconceituosa? Você defenderia algém vitima de preconceito? Será?

Não adianta falar que não é racista, tem que mostrar! Se somos todos iguais, trate todos de maneira igual NA REAL.

:: Efigenias ::

Rudy

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A história da vadia do supermercado ou Deixa meu cabelo em paz!

Drama, suspense, reflexão

Minisérie auto-biográfica sobre o dia-a-dia da editora chefe do Efigenias.org em Paris.

Haja fígado!

:: Efigenias ::

Na tela da tv no meio desse povo

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Google Pergunta

Diretamente das pesquisas do Google

As queries d@s querido@s e ilustres visitantes do nosso humilde blog

* padrão de beleza imposto pela mídia

Veja o que o padrão de beleza imposto pela mídia está fazendo com nossas crianças


* tais araujo é um afrodescendente?


Sim, Tais Bianca Gama de Araújo, atriz brasileira é afrodescendente, mas lembre-se o artigo indefinido deve concordar com o substantivo, então no caso é uma afrodescendente

* como colocar alongamente fio a fio com franja

Amo esse vídeo, essa menina é maravilhosa! Ela faz o penteado Frohawk colado com cola. Atenção para a finalização.


*como se fala eu amo a willow smith ela é diva em inglês

  • I love love love Willow Smith, she is such a diva!
  • La quiero a Willow Smith, esta muy copada, re diva!
  • J’adore Willow Smith, elle est suberbe, en fait, une vraie diva!

*jennifer hudson, usa extensões no cabelo?

Não mais. Agora ela usa lacewig.

NR.:way too much photoshop, way to much wig

E a Menção Honrosa vai para

*crianças são amigas de todas não tem preconceito


Sim, crianças não tem preconceito, mas pais, familiares e amigos sim.  Vamos educar nossas crianças de forma a erradicar o preconceito desde a infância.

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Cinema – κίνημα – kinema

Efigenias é um blog culturalmente orientado.

 

Do blog O Capacitor:

“Filme do Thor será boicotado por uma turma de racistas”

 

Um grupo ultraconservador americano chamado Council of conservative citizens (vale a pena visitar o site) está promovendo um boicote ao filme Thor do estúdio Marvel . Segundo o grupo de direita,  o fato do ator britânico Idris Elba interpretar um personagem no filme, baseado no quadrinho homônimo e produzido pela Marvel Comics, ataca os valores tradicionais da lenda nórdica e consequentemente, a famosa cultura branca. Citando o manifesto:

“Parece que a Marvel acredita que o povo branco não deve ter nada que é único dela” (oi?)

Idris Elba  nasceu em Londres e s é de Serra Leoa e a mãe de Gana. Ele é preto.

Sejamos sinceros: a priori, é um pouco estranho…Imagine um filme sobre uma lenda africana cujo personagem fosse representado por um homem branco? Mas espera um pouco! Acho que isso já  aconteceu! Lembram quando os brancos interpretavam os negros no cinema? Era assim:

Façamos uma simples comparação. Veja abaixo:

:: Preto representando branco

:: Branco representando negro

Alguns comentários, obviamente, sem o devido  pudor ao defender a causa à qual se propõe esse blog:

Uma vez um protesto parecido foi tentado por um grupo de pais conservadores no Estados Unidos contra maioria  de atletas da NBA  serem negros. Esses atletas talentosos, profissionais que fazem um dos melhores campeonatos esportivos do mundo, cuja influência alcança  a cultura popular, influenciavam mal seus filhos. Por que eram negros, claro.

(eu peço ao leitor@ que imagine a editora com cara de preguiça e tédio)

Apesar de acreditar que a multiculturalização,  mesmo que artificial é uma grande ferramenta para a manutenção da representação e igualdade, eu entendo de certa forma esse apego. : (

Só que…

Arte não é jornalismo, uma vez disse um grande comunicador (tudo bem que eu também não sei o que é jornalismo hoje em dia, mas isso é outra questão).

Quando falamos de arte não há limitações. Convidamos os senhores do digníssimo Council a darem um passo à frente e esquecer que há uma mera diferença variação, quase insignificante na cor da pele e que tal detalhe é irrelevante para ser um bom ator. Não queiram limitar uma lenda fantástica, a atuação de um grande ator e um bom filme, com os muros capengas do preconceito.

Devo acrescentar que ver um homem lindo, alto, inglês vestido de super-herói pode agradar muita gente. A ver:

 

:: Efigenias ::

A afirmação do PRETO

 

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Recordar é viver

Onde estão as modelos negras?

Segundo Naomi Campbell houve avanços, mas seguimos preteridas nas passarelas e anúncios publicitários

Em 17 de novembro de 2009, Naomi Campbell veio até esse blog reclamar da falta de modelos negras no mundo da moda. Um ano depois, nada mudou e aqui está a übermodel novamente pra dizer mais uma verdade inconveniente: a moda, assim como a sociedade, assim como o mundo é racista.

O mundo da moda ainda é racista, diz Naomi Campbell

Fiquei sabendo pelo site Black Hair & Other Stories que a revista Marie Claire tem uma sessão só pra mulheres negras. Espera um pouco, não era mais fácil diversificar um pouco as modelos e as matérias para que revista fosse uma revista feminina e não uma revista de mulheres brancas que as negras também podem ler? Fico feliz por termos espaço em uma revista que dita tendências e moda, mas como tô rabugenta hoje, permaneço com o pé atrás (que já tiver visto a revista ou tiver uma opinião, por favor escreva para a redação ou comente).

Iniciativas

A estilista e consultora de moda fofolete demais Thaís Losso (Cavalera, Sommer, Revista Capricho) por sua fez, foi ainda mais pontual e ao notar que no último Fashion Rio apenas 4 marcas desfilaram modelos negras e se questionou onde estão nossas meninas negras?

Como Walter Rodrigues não é bobo nem nada, na sua coleção de verão 2011, não colocou uma modelo negra, não colou uma cota de modelos negras, mas todas as modelos de seu desfile! Inspirado na zona da mata pernambucana todas as suas modelos eram pretas. Qual a diferença? Bem, todas são lindas e ficamos felizes, mas na prática são modelos como quaisquer outras!

Claro que essa atitude gerou um burburinho da primeira fila ao gargarejo, mas engraçado, quando todas as modelos de todas as revistas são loiras, ninguém fala nada… Mentira! Na época eu li na Lixolândia uma comentário que sim, os negros lutam contra o racismo, mas um desfile só com negras  é uma forma de preconceito contra os brancos.

Deixa eu ver se eu entendi, afinal, aqui somos um blog humanista e simpatizamos com a causa de todos os excluídos: em todos os desfiles da Fashion Rio, apenas 4 marcas tinham modelos negras, ou seja, a maioria das marcas desfilou apenas modelos brancas, muito bem. Por oposição, em um dos desfiles, todas as modelos eram negras, logo, essa marca foi racista. As outras que não tinham nenhuma modelo de nenhuma outra cor que não fosse branca, foram um mero acaso do destino. Entendi.

Sentindo na pele

A Editora do Efigenias, Luanna Teofillo, que vira e mexe tem seus dias de modelo de publicidade, em entrevista exclusiva, diz que o problema não é apenas o fato das pessoas serem racistas, mas também a falta de criatividade e profissionalismo de muitos trabalhadores da moda. “Já aconteceu mais de uma vez da maquiadora não ter maquiagem adequada para minha pele e eu ter sido excluída do editorial. Pior ainda uma vez que uma cabeleireira se recusou a arrumar meu cabelo, segundo ela, não mexia em cabelo como o meu, pode? Isso em Buenos Aires”.

E continuou: “Já na França há um fenômeno muito intrigante hoje em dia que são os modelos métisseMétisse é o termo que eles usam para um negro mestiço ou mesmo de pele um pouco mais clara como os brasileiros e caribenhos. Muitas vezes eu sei que eu não sou a mais bonita do casting, nem a mais magra,  mas como a minha pele é mais clara que das pretas maravilhosas que tem aqui, acabo tendo mais chance de pegar o trabalho”.

Perguntada se é a favor a adoção de cotas nos desfile, a blogueira é emblemática: “SIM! Sou a favor de cotas para tudo e por diversos motivos: para trazer o debate, para que as pessoas se posicionem, para mudar o quadro, para dar esperança as meninas que sonham em ser modelos. Afinal se a inclusão fosse algo natural, já teria acontecido. Numa sociedade racista, cabe a todos nós lutarmos para dar mais representatividade tanto de negros com orientais, indígenas, deficientes, mestiços,etc.”

É triste como o ser humano tenta, procura, se força para se limitar. Bem que Nietzsche me dizia que no dia que soubermos de verdade que somos o super-homem , com capacidades e inteligência infinita, teremos vergonha do somos hoje.

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O que rolou? feat. Metalinguagem

As frases mais marcantes da semana do mundo pop:

♥ Teve exemplo de tolerância e amor ao próximo:

“Não gasto um milímetro da minha paciência com drogados.”

Aguinaldo Silva, autor, fala em seu Twitter sobre a saída do ator Fábio Assunção da novela “Insensato Coração”.

♥ Teve gente que finalmente se fez entender

“Sou um babaca total.”

Wagner Moura, ator, conta em entrevista à revista “Lola”, que não se preocupa em ser uma celebridade.

♥ Teve pérola de sabedoria e humanismo

“Quanto mais filho a mulher fizer, mais Bolsa Família ela vai ganhar.”

Letícia Spiller, atriz, durante a coletiva de imprensa de “Afinal, o Que Querem as Mulheres?”.

♥ E teve quem falou a verdade

“Me sinto totalmente frustrado, sim.”

Nando Cunha, o Pimpinela de ‘Araguaia’, conta ao site Ego que fica insatisfeito por ser escolhido para alguns papéis porque é negro e não pela sua qualidade como ator.

 

Para mais frases de efeito, declarações e constrangimento público, não deixe de visitar o QuoteNOIRE.

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Terminologia

Usos e significados

Guia prático e préalable dos termos raciais

Em caráter de urgência, devido a série de idiotismos e barbarismos que tivemos contato nos últimos dias (clique AQUI e seja bem-vindo a Lixolândia), comentário sobre três termos entre os mais utilizados para designar pessoas étnico-racialmente.

“Las razas” no existen, ni biológicamente ni científicamente. Los hombres por su origen común, pertenecen al mismo repertorio genético. Las variciones que podemos constatar no son el resultado de genes diferentes. Si de “razas” se tratara, hay una sola “raza”: la humana. “Las razas” biogenéticamente, no existen, pero el racismo sí, como ideología.

José Marín González, Doctor em Antropología da Universidade Paris 1 Panthéon- Sorbonne

Cada um desses termos e outros mais serão tema de matéria individual (como já vimos N*) em momento oportuno.

Preto

Tais Araújo, atriz, brasileira, PRETA

Pessoa da raça negra.

Designa africanos e descendentes. É o termo que se utiliza nos países lusófonos, com exceção a Angola que segue o modelo brasileiro. No dicionário de português de Portugal preto é descrito como termo pejorativo.

A palavra em si tem conotação neutra, ou seja, pode ser tanto positivo e demonstrativo quando pejorativo. No Brasil, apesar de constar como sinônimo de negro,  muitas vezes é considerado pejorativo quando na realidade é o termo mais adequado para indicar africanos e afrodescendentes.

Francês: noir
Inglês: black*
Espanhol: negro*

 

Negro

Tais Araújo, atriz, brasileira, NEGRA

Negros são os pretos nascidos na América descendentes de escravos e escravos em geral. No Brasil é o termo mais popular e utilizado para designar afrodescendentes. De certa forma, a palavra representa origem comum, diferente do termo preto que está ligado, no subconsciente popular, à cor. À rigor, os pretos brasileiros são negros porque são descendentes de escravos e por isso mesmo muitos consideram o termo racista porque evoca diretamente à escravidão.

Podemos pensar a priori que  um brasileiro afrodescendente é negro, mas um africano preto, por não ser descendente de escravos. Porém  na língua corrente, negro e preto são sinônimos.

Francês: nègre termo fora de uso justamente porque remete a escravidão e não se ajusta a realidade dos afrodescendentes .

Inglês: negro mesmo caso do francês. A palavra foi rejeitada na época do movimento pelos Direitos Civis, justamente pela alusão a escravidão e hoje em dia é termo pejorativo
Espanhol: negro é o caso mais crítico da dialética palavra X representação. Nos países hispânicos negro não é somente pessoa preta, de origem africana, mas designa também o pobre, o segregado, o mais baixo da escala social, sem cultura, ignorante. É usado como adjetivo pejorativamente (“negro de mierda” mesmo que a pessoa seja branca). consequentemente designa populações de origem indígena não só pela pele escura mas por ser o pior do extrato social. Por outro lado, é também vocativo carinhoso, como a cantora Mercedes Sosa  que na Argentina tem o epíteto La Negra.

Mulato

Tais Araújo, atriz, brasileira, MULATA

Mulato é termo que designa os mestiços entre branco e negro. Historicamente o termo usado para qualificar animais e como o negro ainda é era tratado como mercadoria era também classificado dessa forma, sendo que quanto mais perto do branco, melhor.

No Brasil é sinonimo de mulher negra fácil bonita, voluptuosa, sensual. A dançarina símbolo do carnaval é um esteriótipo brasileiro. É   um dos eufemismos raciais para negra, uma forma de amenizar o fato (assim como morena, morocha, moreninha, mulatinha). O mulato que é um dos símbolos do Brasil miscigenado, é também um grande exemplo do racismo cordial à la brésilienne.

Francês: mulâtre tem origem no mulata do Português, ou seja, como se fora um produto, uma pessoa que é de origem branca, nobre e preta, escrava, inferior. É a clássica mistura de cavalo com mula. Lendo a definição de mulâtre me deu ainda mais vontade de esquecer essa palavra e partir pra outra.

Le terme mulato ou mulata est aussi utilisé en portugais pour désigner des métis mais au Brésil après 388 ans d’esclavage donc d’exploitation sexuelle des femmes noires,métisses et indiennes le terme de mulata est souvent synonyme de danseuse érotique de carnaval. Ces femmes sont parfois vues comme des femmes de milieu social pauvre et facile à séduire, toujours prêtes pour une relation sexuelle. (Afff ,é isso que você quer pra você?)

Inglês: mulatto pelo mesmo motivo dos outros idiomas, não pegou nos Estados Unidos, além da associação à escravidão. Os termos mais usados são várias da palavra mestiço como biracial, mixed. Dizem que o termo peca por ser amplo e não designar somente o mestiço de negro com branco, mas qualquer mistura racial. Mas cá entre nós, nada como um predicativo para salvar a história, basta dizer mestiço de branco com negro.

Espanhol: mulato os espanhóis que começaram com a idéia de categorizar pessoas como mercadoria. Então o mulato uma produto da cruza entre o branco e negro.

Obviamente que aqui no Efigenias a liberdade é ampla e respeitamos o direito de cada pessoa se designar da maneira que quiser. Só queremos remarcar a importância dos significados, usos e representações das palavras.

Na próxima edição:

POLÊMICA: Black é racismo ou afirmação?

Fique a seguir com o Bofe do Domingo.

Bom final de noite :)

ps.: e para aqueles que amam odiar, gritar e espernear, dêem crédito às horas infinitas sentada nas bibliotecas do mundo e navegando em sites mil. Na humildade.

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Paris também é assim

Nesta semana  de Vacance de Toussaint (o feriado de Todos os Santos que aqui são umas miniférias) onde aparentemente as pessoas que preparam suas teses de mestrado não escrevem em seus blogs, um pouco de Paris que talvez você não conheça.

Tensão racial, você vê por aqui.

 

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Quem é, é.

A dúvida paira no ar

Com a adoção de Ações Afirmativas raciais, muito se tem falado dos critérios para estabelecer quem é negro de quem não é (oi?).

Nadando na direção contrária ao debate, o :: Efigenias :: criou o roteiro definitivo para responder uma pergunta que não que calar: como saber quem é branco?

Você SABE ou PENSA que é branco quando:

♥ Vê sua amiga negra que costuma usar o cabelo alisado com o cabelo molhado e com a maior naturalidade diz: “Por que você não deixa assim molhadinho?”

♥ Para se referir a uma pessoa preta para outra, você passa o dedo indicador direito sobre mão  esquerda em geral fechada em forma de punho e fazendo movimentos lineares nos dois sentidos diz: “O Fulano, ele é assim da sua cor”, deixando claro com o gesto que se trata da sua cor de pele, não da cor do seu IPod Nano.

♥ Segundo a filmografia mundial,você não sabe enterrar

♥ Numa roda de samba com outros negros, você diz, repetindo o gesto manual descrito acima,  que você é dessa cor (teoricamente branco) mas também sabe sambar. Muitas vezes em seguida faz um movimento corporal muito peculiar para ser descrito aqui.

♥ Tem problemas com o vernáculo e não sabe usar os termos corretos para descrever as pessoas racialmente:
– A Tais Araújo, aquela moreninha da novela.
– Eu votei naquele escuro que era pagodeiro, o Netinho.
– Um senhor de cor veio de procurar, se referindo a seu pai e seu apelido sendo Negão.

♥ Ao ver uma reportagem sobre racismo na TV (muuuito bem elabora e imparcial) você diz cheio de opinião:
– É, mas os próprios negros são racistas… (e?)

♥ Para fundamentar e até mesmo justificar suas idéias, você diz um sonoro “Li na Veja!”, com a maior cara de dever cumprido do mundo.

E tem gente que pensa que isso é ciência ou sociologia e leva a sério.

♥ Num outro debate sobre racismo ou sobre ações afirmativas você diz ser contra porque é racista, anticonstitucional e o caraleo a quatro.  Só que você não sabe explicar nem o que é racismo perante a lei, nem o que é a Constituição e suas garantias e muito menos que é o caraleo a quatro. !

♥ Alguém te pergunta: “Mas você é racista?” Você responde indignado:” Claro que não, eu adoro basquete e samba, mas tenho uma vizinha…”

♥ Seus avós são negros, mas por algum motivo seus pais  são “morenos” e sei lá como ou só por ter “cabelo bom” e ser um pouco mais clarinho, você é branco, ariano para ser mais científico e mágico.

♥ Olhando um site de celebridades, você vê uma foto da Naomi Campbell um dia de cabelo curto e dois dias depois de cabelo comprido. E detalhe: ultraliso. Logo você exclama: “Nossa, mas o cabelo dela cresce rápido mesmo!”

♥ Você tem o cabelo liso, mas faz escova e chapinha (?)

♥ Faz questão de exibir seus amigos “de cor” como um troféu Amigo da Diversidade: ” Passa lá em casa pra ver o namorado na prima da minha cunhada que é um moreninho muito educado, na minha família não tem preconceito.”

Essa é uma homenagem carinhosa a toda comunidade  e cultura branca. Vocês são firmeza total, tâmo aí, lado a lado!

Agora, se você se sentiu discriminado ou ofendido, não perca tempo, dê um print screen na tela do seu computador e corra pra Delegacia de Crimes Raciais, em São Paulo à

DECRADI – DELEGACIA DE CRIMES RACIAIS E DELITOS DE INTOLERÂNCIA

Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar – Luz
Tel.: (11) 3311.3418 e 3315.0151 Ramal: 248 – dhpp@policiacivil.sp.gov.br

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N. word? O que é afinal?

Terminologia

“N” não é preto nem negro. Há uma diferença grande entre os termos. E para a pior.

A palavra “N” é uma criação de pessoas cheias de ódio visando diminuir ainda mais a condição de existência do PRETO.
“N” não só significa, na pior conotação, preto, negro, escravo, animal. É o pior que há em tudo isso. Denomina todo o ódio que racistas sedentos já não conseguiam demonstrar só com atos. Criaram uma palavra pra isso.

“N” é o pior termo para designar qualquer pessoa, mas em geral é atribuída a negros. “N” rebaixa o ser humano e por consequência a humanidade como um todo. Toda vez que “N” é usada, tudo de pior que há do ser humano ganha um ponto na saga da evolução.

Na origem denominava os escravos negros que eram o escalão mais baixo da sociedade. Hoje em dia seu uso (não seu significado), tomou rumos surpreendentes.

A primeira vez que eu conversei sobre isso com uma amiga americana, que não é negra, ela disse que sentia vergonha por uma palavra dessas existir e ser usada. Como era possível ser humano se degradar de tal maneira?

Na definição “N” é uma pessoa sem auto-estima, sem valor social, escoria, mal-educado, de más maneiras, estúpido, ignorante, lento, insolente, fétido. E pior, PRETO. Toda vez que alguém profere “N”, todo o ódio que existe no universo se manifesta. Principalmente contra os PRETOS.

5 conselhos que podem ajudar indivíduos negros a serem mais respeitados e a se respeitarem mais

O termo foi popularizado nos anos 90 com ajuda do  Gangstar Rap, muitos estudiosos apoiam que uma palavra não vale mais que seu uso.  Justificam que houve um fenômeno chamado reapropriação, onde um termo usado num primeiro momento pejorativamente é absorvido pelo próprio grupo antes ofendido num sentido de identificação, senso de comunidade e empatia. Foi o que aconteceu por exemplo com o termo black que foi aceito no decorrer das décadas pelos negros americanos e é usado em todo o mundo.

Defendem que “N” em si, tem conotação neutra, mas que pode ser expressado de forma negativa ou positiva. Essa teoria torna o uso do termo COMPREENSÍVEL,  porém que não deve ser incentivado ou aceito. Isso explica porque uma pessoa de outra cor (alguém tem uma sugestão par abolir esse sistema de classificação de humanos por cores, como meias e giz de cera?) não pode dizer “N”, porque seu uso só é compreensível dentro de uma experiência de identificação.

♥ Conselhos da vovó Efigenia ♥

Se você éum artista, cantor, rapper, poeta, escritor, produtor, ator, saiba que parte do ofício de comunicar, é divulgar a língua e seus bons usos.  Sabemos do poder que uma palavra tem. Evitemos palavras como essas porque só geram mais preconceitos e ideias equivocada.

Vamos abolir da nossa vida coisas negativas como “N” e todo mal que vem junto dela.

Não se esqueça de visitar Abolish the “N” Word e o E Empowering ourselves e clicar sobre os links “N” para entender melhor o significado triste dessa palavra.

Juízo!

Beijosda Vovó

etimologia e significado

a palavra N foi uma criação de pessoas cheias de ódio para diminuir ainda mais a condição de existência do PRETO.
“N” não só significa, na pior conotação, preto, negro, escravo, animal. É o pior que há em tudo isso.Denomina todo o ódio que racistas sedentos já não conseguiam demonstrar só com atos, criaram uma palavra pra isso.

“N” é o pior termo para designar qualquer pessoa, mas em geral é atribuida as negros. “N” rebaixa o ser humano e por consquência como um todo. Toda vez que “N” é usada, tudo de pior que há do ser humano ganha um ponto na saga da evolução.

Na origem denominava os escravos que eram o escalão mais baixo da sociedade. Hoje em dia seu uso (não seu significado), tomou rumos surpreendentes.

A primeira vez que eu conversei sobre isso com uma amiga americana, que não era negra, ela disse que sentia vergonha por uma palvra dessas existir e ser usada. Como era possível ser humano se degradar de tal maneira.

A definição de “N” é uma pesoa sem auto-estima, sem valor social, escoria, mal educado, de más maneiras, estupido, ignorante, lento, insolente. E pior, PRETO.

Toda vez que alguem profere “N”, todo o ódio que existe no universo se manifesta.

mesmo incociente, sendo a ciencia neurolinguistica, a repetição do termo corrobora todos os rpeconceitos, todo o negativo que os pretos sofrem todos os dias.

alguém poderia gritar que os próprios negros popularizaram o termo nos anos 90 com o ganstar rap. outro apoiam que uma palavra não vale mais que seu uso. de crta forma, é obvio que a intenção não é denegrir mas exaltar, porém, as palavras são muito poderosas e servem de mecanismo de programação mental. está ai a ciência que não nos deixa mentir.

“Where y’all niggas goin?” is said with no selfconsciousness or animosity to a group of women, for the routine purpose of obtaining information. The point: Nigga is evaluatively neutral in terms of its inherent meaning; it may express positive, neutral or negative attitudes;

nigga (not nigger) brings out feelings of pride” (Davis 1). Here the word evokes a sense of community and oneness among black people.

uso
N não é uma palavra aceitávl porém seu uso é compreensivel. quando um negro chama o outro de my n, ele está se aproximando, se refletindo,se identificando com o outro. porém, devido a carga de preconceito e racismo contida no termo, o melhor é abolirmos de vez esse termo. não precisamos enfatizar a todo tempo que o preconceito que sofremos, mas valorizar e glorificar nossas vitórias, nossa luta.

por isso uma pessoa de outra cor (alguém tem uma sugestão par abolir esse sistema de classificação por cores, como meias e giz de cera?) não pode usar a palavras N, porque seu uso admite não só experiência e idntificação.

calma linguísticos do mal, de maneira nenhuma se trata de neologismo, reapropriação.é um engano como muitos que cometemos com a melhor intenção e que a revoulução humana, em nome da felicidade de todas as pessoas nos dá o direito de corrigir.

racial slur
adjeetivo, vocativo,para cumprir a função fática é fail, porque ao inves de aproximar, afasta, de tudo, do bem, do bom, da felicidade e do amor.

se vc é um artista, rapper, poeta, escritor, produtor, parte do oficio de comunicar, é divulgar a lingua e seus bons usos. temos que evitar o uso incorreto dos termos para evitar mais e mais preconceito. quem tem seu coração nas pontas dos dedos sabe do poder que um palavra tem. temos como mulata, moreninha, escurinho, denegrir e mesmo BLACK (em breve falaremos de todos os termos e porque devem ser evitados) devem ser abolidos em pro de palavras que consagrem as pessoas, não as diminua

não sou eu que vou acusar jay z, outros rappers, the wayne brothers de popularizem o termo até torná=lo algo normal.

vamos abolir N do léxico, d forma de tratamento, da existência

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Por que o brasileiro odeia tanto as mulheres negras?

Como fazer uma dissertação à la francesa

  • A Problemática

Na capa do  site Terra.com hoje:

Torcida marca presença na vitória do Brasil sobre a Polônia

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Na matéria uma foto de 4 mulheres NEGRAS MARAVILHOSAS que estavam na torcida da seleção de vôlei num jogo na Itália. Nos comentários, a lixolândia patrocinada, publicada e incentivada pelo site Terra, chama as mulheres de prostitutas. Baseado em que? COM CERTEZA PORQUE SÃO NEGRAS!

Eu poderia falar do homem em geral, da sociedade, do mundo secular, mas gostaria de saber por que o homem BRASILEIRO trata tão mal e desvaloriza as mulheres negras? Por que sempre somos tão discriminadas? Se somos feias, a segregação social, se somos lindas, somos prostitutas.

Alguém conhece no Brasil uma mulher negra que seja de verdade um ídolo? Você pode citar algumas (Tais Araújo por exemplo), mas nem se compara com qualquer mulher branca, mesmo que seja subcelebridade (dentro do mesmo exemplo, o autor Agnaldo Silva disse, quando Tais Araújo chegou ao auge de sua carreira ao protagonizar a novela das oito e ser uma das “Helenas do Maneco”, que uma Helena negra, não poderia ser  retratada como uma Helena “normal”, segundo ele).

Mulher negra não dá ibope no Brasil.

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  • A Tese

John Lennon um dia disse que a mulher é o negro do mundo. A mulher negra é o negro até da cultura negra. A bióloga Fernanda Lopes, quem eu tive o grande prazer de conhecer na minha adolescência, liderou uma pesquisa relacionada as mulheres negras e o sistema público de saúde. As mulheres negras são as mais mal atendidas nos hospitais e postos de saúde do estado. Inclusive, muitos médicos diziam sentir nojo de tratar mulheres negras.

Esse descaso causa a morte precária e antecipada de muitas mulheres negras todos os dias. Agora, por exemplo.

A mulher negra é a mais discriminada no mercado de trabalho, principalmente entre 25 e 35 anos. Claro,  se somo máquinas parideiras, quem vai dar um emprego ou manter em um uma mulher negra se tem a mentalidade de que é uma mulher ignorante e promíscua e que certamente vai engravidar?

Para uma mulher negra chegar ao patamar de salário de um homem negro que, por si já ganha menos que um homem branco menos escolarizado, ela tem que estudar de 8 a 11 anos a mais!

Nunca me esquecerei uma vez que o Fantástico fez uma pesquisa para eleger a mulher brasileira mais bonita do século. As mulheres foram divididas em 3 grupos: loiras, morenas e RUIVAS (???)!

Você branco, já pensou como é conviver com isso tudo? Quando Luís Caldas e Tiriricas da vida fazem “músicas” jocosas e preconceituosas usando mulheres negras como tema, você já imaginou o que é escutar isso todos os dias na rua? O deboche e o riso velam o racismo por trás da letra e nós é que temos que aguentar.

John Mayer, pseudo-cantor americano disse que nunca ficaria com uma mulher negra, que seu pau membro era um símbolo da superioridade branca (oi?).

A revista americana Complex fez a lista das 50 mulheres brasileiras mais lindas conhecidas internacionalmente votadas pelo público. Entre elas 14 são negras e afro-descendentes, quase 30%. No Brasil, a revista VIP faz também uma lista anual das mulheres mais lindas. Em 2009, das 100 mais gatas da VIP, apenas 8 eram negras (8%)

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  • A Antítese

Louvada na música popular, símbolo de força, luta e beleza, a mulher negra é uma das fontes da miscigenação do Brasil.  Nas religiões afro-brasileiras a mulher negra é a deusa, a guardiã da sabedoria, a mãe.

Uma unanimidade entre poetas e artistas, a mulher negra ocupa posição de destaque no imaginário da cultura brasileira.

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  • Síntese

Eu concordo que o Terra não serve de parâmetro de nada positivo nesta vida. É o antro da lixolândia, Terra de ninguém, onde fala-se o que quer. O Terra dissemina o ódio racial, a intolerância e se vale de uma falsa liberdade de expressão de seus leitores para isso. É o mundo cão online.

Sempre me perguntei porque o homem brasileiro odeia tanto a mulher negra… Qualquer mulher negra tem mais histórias de discriminação racial e sexual do que  a população negra como um todo. Não temos direito a nada. O olhar de desdém das pessoas fere e agride nosso orgulho.

PRETAS, temos que nos unir contra isso, nos posicionar contra essa mídia que finge que não existimos. Quando nos dão espaço é por imposições legais ou por uma pressão  social que podemos fazer juntas!

O preconceito e os estereótipos persistem através do tempo. Morena, moreninha, cor de jambo, mulata, tudo isso é racismo mes belles, não se enganem! Chega de passar a mão na cabeça da brejeirice racista do brasileiro!

São muitos obstáculos mas NADA SUPERA NOSSA FORÇA!

ps.: a antes de gritar e espernear e dizer que o que digo é generalização barata, estude um pouco sobre a universalização dos fatos e fenômenos mais um pouco de retórica e depois cola aí pra gente trocar uma idéia.

ps.: antes de gritar, espernear e encher minha paciência, saiba  QUE ESTOU DE MUITO MAL HUMOR por conta disso!

Isso me deixa doente :(

Leia AQUI Nota de Repúdio contra o site Terra.com.br

:: Efigenias::

PRETAS DO CABELO DURO

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Beleza real

Há algumas semanas rolou o bafão das fotos sem retoque da Carol Castro para uma revista de beleza.  A foto é essa aí.

Linda do mesmo jeito

A história é: uma mulher linda comum usada pela mídia para passar uma imagem de deusa, a própria perfeição. Essa imagem manipulada pressiona e escraviza mulheres lindas comuns (como nós)  a alcançarmos esse padrão irreal.

Haja photoshop mental!

Quem não sofre por ter 20 quilos a mais e 20 centimetros a menos? Quem não gostaria de ser mais clarinha, com cabelo mais liso, com mais peito, menos culote?

Padrão de beleza quem cria é você! Sua saúde,  felicidade, personalidade e auto-estima devem ser maior que a imposição de pessoas que querem, na verdade, comprar você.

Todo mundo se cobra, a vaidade é parte da natureza humana principalmente da cultura feminina, mas exemplos como Heidi Montag, Latoya Jackson muitas outras, nos mostram onde essa loucura pode levar. É clichê, mas é real!

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Incluíndo fora

Hollywood tem espaço para todos?

Daí que a Gabourey  Sidibe concorreu ao Oscar de Melhor Atriz neste ano pelo seu papel no filme épico Precious, baseado no romance da escritora americana Saphire. Gabourey Sidibe é uma estudante de psicologia, atriz, preta e gorda.

Cinderela do sonho americano, o auge do espírito do Yes We Can, após sua atuação magistral no filme e sua entrada no show business pela porta da frente muita polêmica já gira em torno do seu nome: é possível que uma mulher obesa tenha verdadeiro espaço em Hollywood? Que papéis ela poderia fazer?

Os  ferozes e notoriamente mal-amados radialistas Howard Stein e sua companheira de programa Robin destilaram palavras de ódio e desprezo contra Gabourey. “É um mal exemplo!”, gritaram eles, no auge de sua fúria. Contritos, sentiram pena dela e das pessoas que fingem que uma garota de quase 200 kilos possa fazer parte do mundo das celebridades. Tsc, tsc, tsc.

Os Estados Unidos vivem a contraditória epidemia da obesidade. Enquanto milhões de pessoas em todo o mundo morrem de fome e outros milhões sofrem para alcançar o padrão de beleza magro imposto pela mídia e a sociedade, parece que muitos no país das oportunidades não querem ver frente a frente uma mulher gorda, afro-americana que vai a universidade, tem amigos, amores e fotografa divina nos red carpets da vida.  Como se no país onde 6 em cada 10 pessoas são obesas,  pessoas como ela não existissem na vida real. Até o blogueiro Perez Hilton andou criticando o sobrepeso de Gabe, segundo ele porque se preocupa com sua saúde, mas cá pra nós, eu duvido um pouco que essas críticas venham mesmo da preocupação com a saúde dela (inclusive o laureado blogueiro Perez Hilton já fez e por um bom tempo, parte do grupo dos gordos). Talvez seja porque é fácil falar de inclusão, de combate aos padrões sociais de beleza, mas ver no spotlight brilhando sejaum pouco mais complicado. “É a quebra da ordem social!” , bradariam conservadores pouco conformados.  Parece que para essas pessoas, longe do gueto onde deixamos os excluídos existirem, a imagem do diferente  choca, descontextualiza todo o discurso de inclusão e traz à tona a mais bem guardada  hipocrisia.

Se Gabe  vai ser mais do que a Precious ou se os roteiristas escreverão papéis para ela, só tempo dirá, mas já vemos sinais de que ela é muito mais que isso e tem muito talento para mostrar, assim como todas as pessoas, independente da condição, situação, formação ou deformação física.

Quem limita as pessoas realmente não tem idéia do que significa a palavra ARTE.

Leia também:

:: Efigenias ::

Arte pura para todos

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Racismo à espanhola

Viram que eu tirei o dia para postar aqui? Já fazia tempo que tinha algumas coisas guardadas. Em breve também vou terminar de construir e personalizar o blog.

Olha isso que eu li no blog espanhol  Life in Beniajan, da cidade de Beniajan

“Aqui no somos racistas, pero…”

Já no título, ironicamente o autor desafia o status vigente de tolerância racial e com os imigrantes que infelizmente não condiz  com a realidade da Espanha. Imagine então que em vários pontos da cidade há muros com pichações de cunho racista e xenófobo e nem as autoridades, nem a população fazem nada para limpar a cidade dessa vergonha.

Só para se ter uma idéia do que isso significa, se num muro estiver pichado uma frase com erro gramatical, na Espanha é tradição apagar as palavras como se foram uma ofensa a Real Academia Espanhola.

Manter essas ofensas, como quem diz:” não sou eu que estou dizendo, mas…” é um crime, mas aparentemente, ninguém fala nada…

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Black or Pink

Proponho a vocês a mesma  pergunta  que eu  fiz para um amigo canadense?

“Is it possible that pink is better than black in a human being?”

Nem vou publicar a foto porque isso implicaria  ter que olhá-la outra vez e é exatamente o que eu não quero para minha  vida.
Todos me conhecem por meu espírito tolerante e progressista (até demais), mas não consigo ter ternura por essas mulheres que usam clareadores de pele para “tentarem” ficar “brancas” (o que é ser branco?).  A primeira vez que eu vi no metro de Paris não podia acreditar. “Será que ela realmente crê que alguém acredita que ela é branca ou pensam que tem um câncer de pele?” divaguei no auge do meu asco.
unfairNós mulheres somos oprimidas pelas ditaduras da beleza. Mas isso não as eximir de culpa e nem  me impede de quase vomitar quando uma conhecida de Paris também disse que estava difícil encontrar esse tal “bleaching” ou “whitening” e perguntava se no Brasil não teria para comprar.
Não honey, não tem e se depender de mim não vai ter nunca! Qual neguinha do Brasil nunca ficou horas torrando no sol pra ficar mais preta? Eu, muuuitas vezes e vou continuar assim, quanto mais preta melhor!
Pra resumir minha conversa com ela eu disse: ” Ça, c’est dégoûtant, biatch!!”
:: Efigenias ::
o tempo passa…

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