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Onde não ir

Um guia de turismo ao contrário

Onde não ir em PARIS

Social Club

no social

Era a balada do meu coração. É chamada A-Social/AntiSocial pelos parisinos.

Pra fazer balada em Paris tem muitas regras de politesse: como se vestir, com quem estar, como se comportar. Mas o mais absurdo é umalei que permite que a casa escolha sua audiência. Na prática é assim: um segurança pateta, em geral mal-educado e arrogante escolhe quem pode em não cair na pista.

Baseado em quê??? Pelo  que eu conheço da humanidade imagino que seja racismo, machismo, preconceito de origem, ignorância e coisas fofas do gênero.

Não vá ao Social Club (apesar da balada ser boa para os padrões franceses)

O preço médio da entrada é 15 euros que pode variar de grátis até 30 se tiver algum show.

Com essa $$$ você pode…

♣Comprar um adesivo para Mac qualquer computador na Vynilville e ser uma pessoa verdadeiramente charmosa

♣Comprar 10 passes de metrô de Paris mais 3 bagettes e ir pra qualquer outro lugar

+

Ou melhor ainda

♣Ir no museu do Louvre nas noitadas e perceber que cultura também é balada (pois é) e ainda sobra um troco

É  por essa política injusta e outras pataquadas das bouatis de Paris que é cidade é bem boring de balada!

:: Efigenias ::

Social Club não.

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Filed under Opinião, Out and About, Viagem

I ♥ Balada

Balada, termo popularizado em meados dos anos 90

Invadiu nossa cultura e mudou nossas vidas.

A etimologia do sentido atual é desconhecida, mas uma possibilidade é que seja uma variável do verbo francês balader: sair sem compromisso, curtir, dar um rolê passeio. A denotação de balada no Dicionário Michaelis vem do provençal ballada que é um gênero de poesia popular originário dos países do Norte Europeu.

Já a conotação varia  desde a melhor festa no seu club do coração (superbalada), um bar com amigos (balada sussa) quanto uma reuniãozinha na casa da sua avó (baladeenha).

Ir pra balada, fazer balada, estar na balada é ser feliz. É afirmar a humanidade, desconstruir paradigmas e estigmas. Balada é balada.

Segundo Wilhelm Reich, dançar é uma forma de dissolver as couraças musculares formadas pelas neuroses. O movimento e emoção da dança libertam a energia sanadora chamada orgone. Balada é esporte.

Para muitos, o baladeiro é um imoral, pessoa fútil dada a hedonismos, sem candura moral. Mal sabem que os verdadeiros baladeiros são guerreiros. Cair na balada é demonstrar a originalidade, a autenticidade oprimida e morta todos os dias pela sociedade capitalista predadora baseada no trabalho semi-escravo.

A balada também serve de alegoria até para a Pátria Madre, já que como ela, é cara, tem segurança chato na porta, sempre lotado, o ar condicionado não funciona, mas é balada você se diverte!

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“…e aqueles que que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música”

Nieztsche depois de uma soirée electro em Berlim

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E falando em baladona…

Monty Pistons é uma “fanfare de beaux-arts débôzarts de Paris

Orquestra de metais e percussão dão o tom da festa que é pra dançar mesmo.

Prepare para shake you ass and save your soul ao som de The Especials,Dr. Dree, Spice Girls e por aí vai. Resumindo: uma PUTA balada!

Felicidade eufórica, vermelha e borbulhante.

Vive la fête!

:: Efigenias ::
“Professional Party People”

ps. aqui se fala português PAULISTANO

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