Category Archives: Opinião

Como fazer a revolução sem muito esforço

 5 hábitos revolucionários que você pode desenvolver

Não é que não queremos, é que não temos muito tempo. Esse é o problema. Queremos a revolução, sonhamos com a felicidade de todos, mas como encaixar esses anseios na nossa vida diária?

Existem os militantes, que são profissionais da revolução e dedicam seu tempo e inteligência à causa política e social, temos os part-timers, aqueles que se dedicam parcialmente participando de protestos e eventos,  e existem nós, os que não tem tempo.

Não se preocupe, se existe motivação, há ação. Apenas no campo da linguagem podemos ser revolucionários e mudar as coisas. Cinco dicas quentes, que vão fazer e muito a diferença. Afinal, quem você quer ser?

1 – Escolha bem suas palavras.

É simples: se durante uma conversa você se deparar com alguma palavra, termo ou expressão que possa ser ofensivo (mesmo que você não tenha intenção de ofender a alguma pessoa ou grupo, não fale, escolha outra.Responsabilize-se pelas suas escolhas linguísticas. Ouso dizer que existem apenas 3 tipos de problemas na vida: os metafísicos (éticos, amorosos, subjetivos), os pragmáticos (construir uma ponte, consertar uma unha quebrada, encontrar um emprego) e os linguísticos (tudo o que você fala, sobre o que fala, com quem se comunica). Livre-se de um.

Sim, suas escolhas linguísticas causam tanto ou mais problemas que um farol quebrado em um dia de chuva ou o seu pagamento em atraso.Claro que não é possível prever o que a outra pessoa vai sentir com as suas palavras, mas fique atento e escolha bem as palavras.

Exemplo:

Não chame pretos de morenos! Não! Não faça isso.

Observe que a maioria das vezes que citamos a cor ou algum traço físico de uma pessoa numa frase, a informação não tem valor descritivo e sim moral. É um julgamento, uma determinação somática que vem embutida de preconceitos e esteriótipos. Se você não tiver capacidade intelectual de entender a cor ou a cultura de alguém, simplemente não fale. Dá certo.

UOL   O melhor conteúdo

Se fossem brancas seria apenas duas gatas, duas beldades, uma paulista e uma carioca…

-A Maria é aquela… preta,morena, moreninha, mulata, mulatinha, de cor, escurinha, …

Viu que problema? Porque você sabe bem que se referir alguém como negra ou como morena não tem o mesmo efeito, não adianta mentir e dizer que não. Para não ter problemas, basta você falar:

– A Maria, aquela de camiseta branca.

 

 

 

 

 

 

– Ah, mas é mais complicado.

Tá com preguiça de pensar, filho? Assim você vai longe…

 

2 – Dê o exemplo como algo normal

 

Você está lá batendo papo com amigos, aí numa frase você fala afrodescendente ao invés de negro ou preto, pronto.  Não precisa soltar a velha pérola:” Ah, porque agora não se pode chamar preto de negro, é afrodescendente”. Cara, você tentou esconder,  mas demonstrou sua idiotice do mesmo jeito. Você não quer se corrigir?

Outro exemplo:

– …esse jovens das comunidades…Comunidade, porque agora não pode dizer favela.

Você anulou o efeito que até você reconhece que tem a primeira oração, e deu o show da odiotice na segunda. Parabéns.

3 – Seja gentil e respeite

Eu não estou falando pra você respeitar de coração,  porque já vi que isso é impossível. Respeito de coração é difícil de encontrar na história da humanidade.  Então apenas respeite como comportamento. Você não é obrigado a lutar pela sua liberdade de expressão ou seus sentimentos todas as vezes. Se o cara gosta de azul e você de preto, tá, você pode pensar que ele é  idiota, claro que é, mas apenas pense e regozige-se em silêncio no seu íntimo. Não tem prazer maior.

 

4 – Corrija as pessoas ignorantes, mas nem sempre os idiotas

Há uma diferença: tem gente que é ignorante do mal, mas às vezes a pessoa simplesmente não sabe. Coitada. Não dá pra saber tudo. Neste caso, creio que vale a pena partilhar conhecimento, chamar o debate amigável. Não precisa trolar tooooodas as vezes.

Se o cara te fala uma merda machista do tipo “mulher só gosta de véio com dinheiro” (tudo isso é baseado numa história verídica), você tem duas opções:

a) Verificar o contexto cultural em que o indivíduo atua,  suas intenções (quer ofender ou quer apenas falar, porque falar todo mundo fala) e relevar. Pra que discutir com um homem, brasileiro, que assistiu novela durante 60 anos, não leu um livro, não se interessou em analisar criticamente nada na sua vida, mas é um cara simpático que só está falando. Não vale a pena.  Regozige-se em silêncio no seu íntimo

b) Ir pra cima independente da situação. Mas mesmo neste caso, seja gentil. Não custa nada e é mas fino.

 

5 – Deixe a pessoa falar primeiro

O idiota sempre se manifesta. não tem jeito. Deixe que ele mostre quem ele é porque vai acontecer fatalmente. Encare as pessoas de forma neutra, sem esteriótipos ou modelos. Quem é gente boa, será gente boa.   Não que eu seja uma cagaregras, mas esteriótipos cansam. Você quer apenas ser quem você é, enquanto o outro insiste em te limitar dentro de um modelo inferior.

A vida são nossas escolhas linguísticas, e boa parte da revolução é feita através das palavras que saem direto do coração. #linguisticsfeelings

:: Efigenias ::

Querendo mesmo é ser  Caetano Veloso

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Cantinho dos recalcados

Seria a editora chefe do :: Efigenias :: esquizofrênica?

Quando os recalcados se unem…Haja fígado!

O mundo dá voltas mas os padrões se repetem. Semana passada nos divertimos e recebemos muito amor de Dani, aquele que me mandou tomar no cu por ser uma vagabunda vitimista. Pois bem, hoje, acabo de ser acusada de esquizofrênica. Sente só.

recalcados

Segundo o Amigo da Sinceridade do inferno, eu sou a autora do comentário recalcado que deu origem ao meigo, porém justo, Cantinho dos recalcados. Segundo o grave acusante, preciso de ajuda especializada. Talvez precise mesmo.

Eu tenho duas possibilidades face a tal acusação:

1- Caçar esses acusadores e ensinar-lhes que da mesma forma que é fácil mostrar que o post foi escrito por outra pessoa, mais fácil ainda seria esplanar pra geral a identidade tanto do Dani quanto do amigo dele. Ah, e mandar um beijo pra galera da Cachoeirinha.

2 – Ignorar e tocar fogo no puteiro porque quando racistinhas recalcados se unem, coisa boa não sai…

Mas pensando bem, talvez deva mesmo me ocupar da minha saúde mental. Talvez nem seja eu quem está escrevendo este post. Talvez eu mesma tenha escrito este comentário! Claro, todos sabemos quão severa é a multiplicidade de personalidades, logo eu escrevi o comentário inicial, depois escrevi um artigo replicando o comentário que eu mesma tinha feito. Em seguida escrevi outro comentário acusando eu mesma de ter escrito um comentário contra mim mesma num artigo que eu tinha escrito e agora, pra fechar o ciclo, estou respondendo um comentário, escrito por mim, defendendo um comentário que eu mesma escrevi contra um artigo escrito contra um comentário de minha autoria.

É , viver não é fácil…

:: Efigenias ::

Me, myself, I and everybody else

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1º Curso de linguística aplicada

“Eu não gosto dos brancos” X “Eu não gosto de branco”

Ou porque a linguística mora no meu coração Parte 1

O que é contexto?

Das brancas eu não gosto muito não…

Dia desses estava no escritório quando uma colega carinhosamente me ofereceu um singelo caramelo em um saquinho de balas de diversos sabores e cores. Era o final do pacote e só havia os caramelos de anis.

Polidamente respondi com a seguinte frase:

– Eu não gosto dos brancos.

Foi um choque! Quando poderia imaginar que eu seria traída pelo meu próprio veneno? Ah, a linguagem, o verbo…Fui pega! Eu tinha acabado de usar uma frase racista para descrever algo de meu desagrado! Eu, que me considerava um caso emblemático de tolerância e diversidade ideológica, tinha acabado de cair na maior contradição da minha vida e obedecendo a organização social racista,  disse que não gosto dos brancos. Seria o meu fim.

Mas espere um pouco, algo não está  escuro claro.

Analisando a frase:

“Eu não gosto dos brancos”

  • EU NÃO GOSTO  oração negativa  transitiva indireta com adjunto adverbial de negação
  • DOS contração do pronome DE + OS. O artigo OS faz referência a algo que  já foi dito no texto ou conhecido do contexto onde a frase foi dita. O OS é o artigo referencial pois remete a um conhecimento partilhado entre os participantes do ato de comunicação.
  • BRANCOS faz referência  ao que chamamos de cor branca.  BRANCOS,  substantivo-adjetivo no plural, reforça a ideia de quantidade que tinha no pacote e é objeto indireto

No caso eu me referia aos caramelos de anis que são de cor branca. Eu não gosto de anis e numa manobra linguística arriscada usei a metonímia me referindo a uma caraterística da bala para descrevê-la como um todo.  Eu não estava motivada pelo ódio da sociedade racializada simplesmente usando uma frase homônima do que poderia ser considerado racismo para descarregar meu ódio internalizado. Apenas escolhi as mesmas palavras dentro de um sistema de probabilidades linguisticas só que com outro significado. Isso porque uma frase só faz sentido dentro de um contexto.

E se fizermos uma  comparação? Qual a diferença entre dizer:  ‘não gosto dos brancos’ e ‘não gosto de brancos’?

Imagine que você está numa festa com muitas pessoas. Você está conversando sobre as pessoas da festa, daí você lança:

“Eu não gosto de brancos”

  • Eu não gosto: oração transitiva indireta com adjunto adverbial de negação
  • de: preposição possessiva,  particula de relação que atribui valor partitivo ao objeto indireto.
  • brancos: no possível contexto, refere-se ao indivíduo de cor ou ideologia branca (oi?) e sua relação e pertenencia a este grupo, reforçado pelo plural empregado.
Infelizmente, essa frase pode ser ser considerada preconceituosa pois se referindo às pessoas pela cor, você está supriminto a liberdade indidual dela, um dos carateres da conduta racista.  Ou seja, não importa quem é a pessoa, do que ela gosta, porque foi convidada para a festa. Simplesmente por ter um traço biológico infalível e determinante segundo o contexto,  estará para sempre condenada a ser apenas a representação de todo o grupo. Isso também é racismo. Ou, como veremos brevemente racialismo.

Por que o contexto é importante nos dois casos? Porque o uso das mesmas frases, as mesmas explicações sintáticas num contexto diferente,  mudaria o significado delas.

Este foi apenas um pensamento linguístico, não se assuste.

Pense nisso a próxima vez que ouvir uma frase como “a coisa tá preta”  e se sentir discriminado. Será que é mesmo com você?

:: Efigenias ::

Estudem para a próxima aula

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O Brasil cordial

Case study sobre o carisma e a personalidade da nossa gente

No dia 13 de março de 2005 (quem tiver esse vídeo por favor me mande para ilustrar a matéria), no programa Pânico na TV, os jornalistas de celebridade (oi?)  repórter Vesgo e o dono do baú Silvio Santos entrevistam Marcelo Antony. Sim o ator gato ai em baixo.

Vesgo pergunta ao ator que chega de carro: ” – Você foi ao banheiro?”
Marcelo Anthony responde com empolgação:

“Você tá querendo saber se eu FUI LIBERTAR O MANDELA?”

Marcelo antony é pai de DUAS CRIANÇAS PRETAS.

Bem-vindo ao fabuloso  mundo do RACISMO CORDIAL BRASILEIRO, ou como muitos cientistas classificam como le racisme à bresilienne.

O racismo no Brasil é um capítulo a parte na sociologia e antropologia mundial. O racismo brasileiro é assunto nas grandes universidades do mundo.

E você, fala sobre isso?

Vocês podem não acreditar em mim, editora chefe do Efigenias, mas espero que no Chico Buarque vocês acreditem:

Chico Buarque fala sobre o racismo, sua família de pretos e mestiços e das pessoas que por alguma razão, ainda desconhecida por mim, pensam que são brancas.

Ainda não sentiu nada? Então veja esse vídeo: Esse menino foi morto covardemente pela polícia em Salvador. O Estado segue seu plano de dizimação dos negros.

Não vai rolar.!!! Claro que ninguém ficou sabendo disso, afinal, um preto a menos,ninguém vai notar.

E ai, vamos aceitar a morenização e fingir que é o jeitinho carinhoso brasileiro e sequer discutir o assunto ou enfrentar e mostrar a que viemos?

Pensei nisso outro dia quando estava com um amigo e ele fez um comentário sobre gays e ao ver meu olhar de desaprovação se desculpou. Não sou gay (oi?), mas ele sabia que eu jamais aceitaria qualquer manifestação de preconceito mesmo que não fosse direcionada a mim.

E você?  O que faz quando escuta uma piada preconceituosa? Você defenderia algém vitima de preconceito? Será?

Não adianta falar que não é racista, tem que mostrar! Se somos todos iguais, trate todos de maneira igual NA REAL.

:: Efigenias ::

Rudy

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Google Pergunta

As respostas do nosso humilde oráculo

As dúvidas, anseios e divagações filosóficas dos nossos navegantes.

{porque todos odeiam o cabelo cacheado}

Olha, nem todos, mas é inegavel a pressão cultural para que todas as pessoas queiram ter cabelo liso. Atualmente eu prefiro simplesmente pensar que cada um tem direito de optar pelo que gosta, mas há de ter diversidade de representação.

{porque as pessoas odeiam negros}

Eu acho que 30% das pessoas odeiam os negros e 60% são tão ignorantes que não conseguem entender a consequência de seus atos e palavras.  Para os primeiros, respeito pelo direito de opinião porém, que guardem suas ideias idiotas para vocês mesmos. Pensem o que quiserem,ninguém tem que saber das merdas que passam na sua cabeça. Para os segundos, educação, representatividade e respeito. A educação salva almas, sabemos disso e temos obrigação de esclarecer as pessoas: por exemplo a questão seguinte:

{por que negrice termo pejorativo}

É uma dúvida autêntica e oportunidade de esclarecer alguém pode estar sendo racista sem saber. vejamos linguisticamente:

Estudando o ensaio de José Endoença Martins para a revista da ABPN,  assimilei um possível significado para negrice, em contrapartida a negritude.
Segundo Martins:

“negritude compreende “os aspectos positivos” colados à vivência negra pelos atores da resistência racial” sendo negrice  seu oposto: “sob a égide da negrice…corporificam a identificação com valores externos às suas culturas de origem e, portanto, desenvolvem identidades assimilacionistas; Negrice engloba “as configurações negativas” associadas à experiência negra, determinadas pelo racismo branco e pelo racismo internalizado”.

Para concluir, essa,  como outras palavras, devem ser evitadas no contexto diário por remeterem a algo negativo a toda cultura negra. Dizer coisas: “não faça nenhuma negrice” é assumir uma configuração negativa com toda a cultura e povo preto. OU seja, ninguém merece.

:: Efigenias ::

Linguística é nosso jogo

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Porquê Oprah Winfrey é meu DEUS

{DEUS}

DEUS sm (lat deus)

1 O Ser supremo; o espírito infinito e eterno, criador e preservador do Universo.

Oprah Winfrey inaugura escola para meninas na África do Sul

“My young friends, doors are opening to you – doors of opportunities that were not open to your mothers and fathers – and the great challenge facing you is to be ready to face these doors as they open.”

2 Teol Ente tríplice e uno, infinitamente perfeito, livre e inteligente, criador e regulador do Universo.

“Ela é alguém que tem a capacidade de mover montanhas e mudar mentes.”

Dana Bash

3 Cada uma das pessoas da Santíssima Trindade.

4 Indivíduo ou personagem que, por qualidades extraordinárias, se impõe à adoração ou ao amor dos homens.

5 Objeto de um culto, ou de um desejo ardente que se antepõe a todos os outros desejos ou afetos.

Oprah is basically god now

:: Efigenias ::

deus é fiel

 
obs.: Esse é um blog tolerante, humanista e budista. Este artigo trata-se de uma licença poética ou alegoria.  Não serve para ofender ou desrespeitar o deus de ninguém, ok?

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Bofe do Domingo meets Terminologia

Como são aplicar terminologia animal na espécie humana

Homens, assim como cachorros vira-latas, andam em bandos e se comportam como tal

Depois de mais de 30 anos sendo mulher e convivendo com mulheres, cheguei a conclusão que as mulheres falam principalmente sobre 3 assuntos e suas variáveis:

  • Homem
  • Depilação
  • Outros

Sim, falamos muito de homem, mas obviamente, alphabiatches que somos, nos seus mais diversos domínios e ramos do conhecimento humano como sociologia, psicologia, putaria e outros.

Nos últimos anos muito se tem falado da classificação dos machos em alfa, beta, delta e ômega. Abaixo uma breve explicação para tirar todas as suas dúvidas.

MACHO ALFA α

É o líder do grupo dos machos, em geral é o arquétipo do médico. Ele se destaca naturalmente entre os outros machos que o seguem sem pestanejar porque é o líder nato. Toma pra si as responsabilidades e é sempre bem sucedido na liderança e motivação. Um grande exemplo moderno é o Dr. Jack Shephard da ilha de Lost.

MACHO BETA β

É o braço direito do macho alfa, em geral não se destaca individualmente porque sua função no bando só existe em função do alfa, mas o alfa não vive sem a ajuda do beta. É uma relação dialética como entre Brandon Walsh α e Steve Sanders β do Barrados no Baile, sendo α o cara que lidera e β quem executa  suporta as decisões de α.

MACHO DELTA δ

É aquele que era, tinha tudo pra ser mas não é. O macho que tinha um futuro glorioso mas no final nada aconteceu, mas ele sofre pelo futuro subjetivo perdido. É lembrado por suas vitórias do passado e nada mais porque no presente é apenas mais um do grupo. É o caso do Quiz Kid Donnie Smith, interpretado por William H. Macy, no filme Magnólia. Ele era considerado um gênio promissor, mas que no final não deu em nada e sofre por isso.

MACHO ÔMEGA

Diferente do que muitos pensam, que o macho ômega é o menos considerado no grupo dos machos, na real não é bem assim. Ele é oposto do macho alfa mas se destaca justamente por isso. Não é líder, nem seguidor. Tem suas próprias regras e faz seu próprio rolê. É carismático por ser diferente dos outros. Pode ser chamado de bad boy, rebel rebel, mas não necessariamente tem que ser um perdedor. Tipo o Ryan do The Office, saca?

E você, qual macho prefere?

ps. Você é um machinho e se sentiu ofendidinho no seu orgulhinho masculininho ao ser tratado dessa forma comparável a um cachorrinho. Pra você meu bem, uma máxima que aprendi com o sábio Chris Rock:

“Hate de game, not the player”

:: Efigenias ::

#feminazifeelings

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Onde não ir

Um guia de turismo ao contrário

Onde não ir em PARIS

Social Club

no social

Era a balada do meu coração. É chamada A-Social/AntiSocial pelos parisinos.

Pra fazer balada em Paris tem muitas regras de politesse: como se vestir, com quem estar, como se comportar. Mas o mais absurdo é umalei que permite que a casa escolha sua audiência. Na prática é assim: um segurança pateta, em geral mal-educado e arrogante escolhe quem pode em não cair na pista.

Baseado em quê??? Pelo  que eu conheço da humanidade imagino que seja racismo, machismo, preconceito de origem, ignorância e coisas fofas do gênero.

Não vá ao Social Club (apesar da balada ser boa para os padrões franceses)

O preço médio da entrada é 15 euros que pode variar de grátis até 30 se tiver algum show.

Com essa $$$ você pode…

♣Comprar um adesivo para Mac qualquer computador na Vynilville e ser uma pessoa verdadeiramente charmosa

♣Comprar 10 passes de metrô de Paris mais 3 bagettes e ir pra qualquer outro lugar

+

Ou melhor ainda

♣Ir no museu do Louvre nas noitadas e perceber que cultura também é balada (pois é) e ainda sobra um troco

É  por essa política injusta e outras pataquadas das bouatis de Paris que é cidade é bem boring de balada!

:: Efigenias ::

Social Club não.

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Good HAIR

Algo mais para a sociedade se orgulhar

Depois do preconceito racial, cultura, de origem, de gênero, etário, sexual, econômico, social, linguístico, agora me deparo com o gênero mais recente: o preconceito capilar

Numa conversa descontraída com o Thontom, que calha de ser um bem sucedido neurocientísta atualmente trabalhando em seu post-doctorado, discutíamos o modus operandi da comunidade científica, quando ele propõe a seguinte afirmação:

– Seu currículo é bom e você tem grandes chances de se dar bem no mundo acadêmico, mas seu cabelo não passa muita credibilidade (esse é o cabelo ao qual ele se referia)

Meu cabelo não passa credibilidade…mas desde quando é o cabelo que deve passar credibilidade???

Quer dizer, depois de estudar muitos anos, ler milhares de livros, ver toneladas de filmes e documentários, reciclar o lixo, amar a pátria, respeitar pai e mãe, tomar vacina, saber cantar as duas partes do hino nacional, o que importa mesmo é meu cabelo?

Pois é amiguinh@s, até isso querem controlar.

O padrão é o sonho social! Todo mundo igual!

Como aqui o Efigenias não nos abatemos por pouco, resolvemos conversar com pessoas cujos cabelos seriam vulneráveis ao preconceito. Gente que tem o cabelo diferente do que esperado por esse povo que não tem o que fazer e fica controlando o cabelo alheio.

Thais de Menezes, bailarina, professora de Dança Moderna, é preta e não alisa o cabelo.

Meu cabelo é normal!

Você se sente ou já sentiu discriminada pelo estilo do seu cabelo? Em que situação?
Não senti discriminação em lugar algum! Mas quando resolvi usá-lo sem química, escova, algumas mulheres da minha família (que utilizam o cabelo alisado) tiveram uma certa dificuldade em aceitar que não alisaria.

O que espera da sociedade em relação à tolerância capilar?
Não esperar já é um começo sem frustrações e de respeito às escolhas também, eu penso.

Clique AQUI para a entrevista completa com essa flor linda!

..

Fernando Orpheu, músico e dj, é preto e usa dreadlockes, mesmo sem ser rastafari.

Descreva seu bad hair day: "Simplesmente não tive"

O que os outros falam sobre seu cabelo?

Existe uma série de frases que ouço diariamente: “Como você faz pra deixar assim?”;     “Deve dar um trabalhão, né?”; “Eu sou louco(a) pra ter um cabelo assim!”; “Como você     lava?”; “Você lava?!” (essa é a pior…); “Quanto você pagou nesse aplique?” (essa também é péssima!); entre outras explicações que já me acostumei a dar e nem me importo, pois antes de me decidir pelo rasta também tinha muita curiosidade de saber como era.

Existe alguma mensagem que você tenta passar com seu cabelo?
Eu não tento, mas creio que ele transmita a idéia de auto-afirmação da cultura negra e mostra que você não precisa seguir um padrão de moda ou estilo para ser valorizado.

Clique AQUI para ler toda a entrevista desse menino que é uma das pessoas mais espirituosas que eu conheço. Pra conhecer mais sobre o Fer www.myspace.com/dj-orpheu

Uribe Teófilo, Músico, Analista de Produto e principalmente irmão e patrocinador da editora do Efigenias, é preto e não é careca, tem o cabelo grande e natural

Difícil, hein...

Como definir seu cabelo em poucas palavras?

Crespo

O que os outros falam sobre seu cabelo?

“Mó estilo, hein “

Para mais respostas monossilábicas, clique AQUI e leia a entrevista inteira e visita o www.projetovinagrete.com.br

Pra você que fica se preocupando com o cabelo dos outros, vá coçar o seu!

:: Efigenias ::

Cabelo duro pride


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Protesto

Quer protestar? Pegue toda sua raiva e tenha uma grande IDÉIA.

Já que nossa indignação é uma mosca sem asas, inspire-se e aprenda a andar com suas próprias pernas.

Você é daqueles que acha que faltam ideais, causas para lutar? Escolhemos algumas:

Você pode protestar pela limpeza e conversação de uma grande megalópole…

Por uma Porto Alegre mais limpa

Tá, você não é de Porto Alegre, mas vive em outra grande cidade, pode protestar contra as multas de trânsito…

Homem compra site da polícia para reclamar

Nem um nem outro? Que tal protestar pelo direito de escolha das mulheres?

Estudantes francesas protestam contra a lei anti-burca

Contra o capitalismo é uma boa, afinal, se o que importa é o capital, cadê a grana???

Pela diversidade. Chega do mesmo!

Desfile-passeata Fashion Mob reúne centenas de pessoas no centro de São Paulo

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Recordar é viver

Onde estão as modelos negras?

Segundo Naomi Campbell houve avanços, mas seguimos preteridas nas passarelas e anúncios publicitários

Em 17 de novembro de 2009, Naomi Campbell veio até esse blog reclamar da falta de modelos negras no mundo da moda. Um ano depois, nada mudou e aqui está a übermodel novamente pra dizer mais uma verdade inconveniente: a moda, assim como a sociedade, assim como o mundo é racista.

O mundo da moda ainda é racista, diz Naomi Campbell

Fiquei sabendo pelo site Black Hair & Other Stories que a revista Marie Claire tem uma sessão só pra mulheres negras. Espera um pouco, não era mais fácil diversificar um pouco as modelos e as matérias para que revista fosse uma revista feminina e não uma revista de mulheres brancas que as negras também podem ler? Fico feliz por termos espaço em uma revista que dita tendências e moda, mas como tô rabugenta hoje, permaneço com o pé atrás (que já tiver visto a revista ou tiver uma opinião, por favor escreva para a redação ou comente).

Iniciativas

A estilista e consultora de moda fofolete demais Thaís Losso (Cavalera, Sommer, Revista Capricho) por sua fez, foi ainda mais pontual e ao notar que no último Fashion Rio apenas 4 marcas desfilaram modelos negras e se questionou onde estão nossas meninas negras?

Como Walter Rodrigues não é bobo nem nada, na sua coleção de verão 2011, não colocou uma modelo negra, não colou uma cota de modelos negras, mas todas as modelos de seu desfile! Inspirado na zona da mata pernambucana todas as suas modelos eram pretas. Qual a diferença? Bem, todas são lindas e ficamos felizes, mas na prática são modelos como quaisquer outras!

Claro que essa atitude gerou um burburinho da primeira fila ao gargarejo, mas engraçado, quando todas as modelos de todas as revistas são loiras, ninguém fala nada… Mentira! Na época eu li na Lixolândia uma comentário que sim, os negros lutam contra o racismo, mas um desfile só com negras  é uma forma de preconceito contra os brancos.

Deixa eu ver se eu entendi, afinal, aqui somos um blog humanista e simpatizamos com a causa de todos os excluídos: em todos os desfiles da Fashion Rio, apenas 4 marcas tinham modelos negras, ou seja, a maioria das marcas desfilou apenas modelos brancas, muito bem. Por oposição, em um dos desfiles, todas as modelos eram negras, logo, essa marca foi racista. As outras que não tinham nenhuma modelo de nenhuma outra cor que não fosse branca, foram um mero acaso do destino. Entendi.

Sentindo na pele

A Editora do Efigenias, Luanna Teofillo, que vira e mexe tem seus dias de modelo de publicidade, em entrevista exclusiva, diz que o problema não é apenas o fato das pessoas serem racistas, mas também a falta de criatividade e profissionalismo de muitos trabalhadores da moda. “Já aconteceu mais de uma vez da maquiadora não ter maquiagem adequada para minha pele e eu ter sido excluída do editorial. Pior ainda uma vez que uma cabeleireira se recusou a arrumar meu cabelo, segundo ela, não mexia em cabelo como o meu, pode? Isso em Buenos Aires”.

E continuou: “Já na França há um fenômeno muito intrigante hoje em dia que são os modelos métisseMétisse é o termo que eles usam para um negro mestiço ou mesmo de pele um pouco mais clara como os brasileiros e caribenhos. Muitas vezes eu sei que eu não sou a mais bonita do casting, nem a mais magra,  mas como a minha pele é mais clara que das pretas maravilhosas que tem aqui, acabo tendo mais chance de pegar o trabalho”.

Perguntada se é a favor a adoção de cotas nos desfile, a blogueira é emblemática: “SIM! Sou a favor de cotas para tudo e por diversos motivos: para trazer o debate, para que as pessoas se posicionem, para mudar o quadro, para dar esperança as meninas que sonham em ser modelos. Afinal se a inclusão fosse algo natural, já teria acontecido. Numa sociedade racista, cabe a todos nós lutarmos para dar mais representatividade tanto de negros com orientais, indígenas, deficientes, mestiços,etc.”

É triste como o ser humano tenta, procura, se força para se limitar. Bem que Nietzsche me dizia que no dia que soubermos de verdade que somos o super-homem , com capacidades e inteligência infinita, teremos vergonha do somos hoje.

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O que rolou? feat. Metalinguagem

As frases mais marcantes da semana do mundo pop:

♥ Teve exemplo de tolerância e amor ao próximo:

“Não gasto um milímetro da minha paciência com drogados.”

Aguinaldo Silva, autor, fala em seu Twitter sobre a saída do ator Fábio Assunção da novela “Insensato Coração”.

♥ Teve gente que finalmente se fez entender

“Sou um babaca total.”

Wagner Moura, ator, conta em entrevista à revista “Lola”, que não se preocupa em ser uma celebridade.

♥ Teve pérola de sabedoria e humanismo

“Quanto mais filho a mulher fizer, mais Bolsa Família ela vai ganhar.”

Letícia Spiller, atriz, durante a coletiva de imprensa de “Afinal, o Que Querem as Mulheres?”.

♥ E teve quem falou a verdade

“Me sinto totalmente frustrado, sim.”

Nando Cunha, o Pimpinela de ‘Araguaia’, conta ao site Ego que fica insatisfeito por ser escolhido para alguns papéis porque é negro e não pela sua qualidade como ator.

 

Para mais frases de efeito, declarações e constrangimento público, não deixe de visitar o QuoteNOIRE.

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Paris também é assim

Nesta semana  de Vacance de Toussaint (o feriado de Todos os Santos que aqui são umas miniférias) onde aparentemente as pessoas que preparam suas teses de mestrado não escrevem em seus blogs, um pouco de Paris que talvez você não conheça.

Tensão racial, você vê por aqui.

 

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Quem é, é.

A dúvida paira no ar

Com a adoção de Ações Afirmativas raciais, muito se tem falado dos critérios para estabelecer quem é negro de quem não é (oi?).

Nadando na direção contrária ao debate, o :: Efigenias :: criou o roteiro definitivo para responder uma pergunta que não que calar: como saber quem é branco?

Você SABE ou PENSA que é branco quando:

♥ Vê sua amiga negra que costuma usar o cabelo alisado com o cabelo molhado e com a maior naturalidade diz: “Por que você não deixa assim molhadinho?”

♥ Para se referir a uma pessoa preta para outra, você passa o dedo indicador direito sobre mão  esquerda em geral fechada em forma de punho e fazendo movimentos lineares nos dois sentidos diz: “O Fulano, ele é assim da sua cor”, deixando claro com o gesto que se trata da sua cor de pele, não da cor do seu IPod Nano.

♥ Segundo a filmografia mundial,você não sabe enterrar

♥ Numa roda de samba com outros negros, você diz, repetindo o gesto manual descrito acima,  que você é dessa cor (teoricamente branco) mas também sabe sambar. Muitas vezes em seguida faz um movimento corporal muito peculiar para ser descrito aqui.

♥ Tem problemas com o vernáculo e não sabe usar os termos corretos para descrever as pessoas racialmente:
– A Tais Araújo, aquela moreninha da novela.
– Eu votei naquele escuro que era pagodeiro, o Netinho.
– Um senhor de cor veio de procurar, se referindo a seu pai e seu apelido sendo Negão.

♥ Ao ver uma reportagem sobre racismo na TV (muuuito bem elabora e imparcial) você diz cheio de opinião:
– É, mas os próprios negros são racistas… (e?)

♥ Para fundamentar e até mesmo justificar suas idéias, você diz um sonoro “Li na Veja!”, com a maior cara de dever cumprido do mundo.

E tem gente que pensa que isso é ciência ou sociologia e leva a sério.

♥ Num outro debate sobre racismo ou sobre ações afirmativas você diz ser contra porque é racista, anticonstitucional e o caraleo a quatro.  Só que você não sabe explicar nem o que é racismo perante a lei, nem o que é a Constituição e suas garantias e muito menos que é o caraleo a quatro. !

♥ Alguém te pergunta: “Mas você é racista?” Você responde indignado:” Claro que não, eu adoro basquete e samba, mas tenho uma vizinha…”

♥ Seus avós são negros, mas por algum motivo seus pais  são “morenos” e sei lá como ou só por ter “cabelo bom” e ser um pouco mais clarinho, você é branco, ariano para ser mais científico e mágico.

♥ Olhando um site de celebridades, você vê uma foto da Naomi Campbell um dia de cabelo curto e dois dias depois de cabelo comprido. E detalhe: ultraliso. Logo você exclama: “Nossa, mas o cabelo dela cresce rápido mesmo!”

♥ Você tem o cabelo liso, mas faz escova e chapinha (?)

♥ Faz questão de exibir seus amigos “de cor” como um troféu Amigo da Diversidade: ” Passa lá em casa pra ver o namorado na prima da minha cunhada que é um moreninho muito educado, na minha família não tem preconceito.”

Essa é uma homenagem carinhosa a toda comunidade  e cultura branca. Vocês são firmeza total, tâmo aí, lado a lado!

Agora, se você se sentiu discriminado ou ofendido, não perca tempo, dê um print screen na tela do seu computador e corra pra Delegacia de Crimes Raciais, em São Paulo à

DECRADI – DELEGACIA DE CRIMES RACIAIS E DELITOS DE INTOLERÂNCIA

Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar – Luz
Tel.: (11) 3311.3418 e 3315.0151 Ramal: 248 – dhpp@policiacivil.sp.gov.br

Afinal, no Estado Democrático de Direito, todos somos iguais perante a lei, né?

 

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N. word? O que é afinal?

Terminologia

“N” não é preto nem negro. Há uma diferença grande entre os termos. E para a pior.

A palavra “N” é uma criação de pessoas cheias de ódio visando diminuir ainda mais a condição de existência do PRETO.
“N” não só significa, na pior conotação, preto, negro, escravo, animal. É o pior que há em tudo isso. Denomina todo o ódio que racistas sedentos já não conseguiam demonstrar só com atos. Criaram uma palavra pra isso.

“N” é o pior termo para designar qualquer pessoa, mas em geral é atribuída a negros. “N” rebaixa o ser humano e por consequência a humanidade como um todo. Toda vez que “N” é usada, tudo de pior que há do ser humano ganha um ponto na saga da evolução.

Na origem denominava os escravos negros que eram o escalão mais baixo da sociedade. Hoje em dia seu uso (não seu significado), tomou rumos surpreendentes.

A primeira vez que eu conversei sobre isso com uma amiga americana, que não é negra, ela disse que sentia vergonha por uma palavra dessas existir e ser usada. Como era possível ser humano se degradar de tal maneira?

Na definição “N” é uma pessoa sem auto-estima, sem valor social, escoria, mal-educado, de más maneiras, estúpido, ignorante, lento, insolente, fétido. E pior, PRETO. Toda vez que alguém profere “N”, todo o ódio que existe no universo se manifesta. Principalmente contra os PRETOS.

5 conselhos que podem ajudar indivíduos negros a serem mais respeitados e a se respeitarem mais

O termo foi popularizado nos anos 90 com ajuda do  Gangstar Rap, muitos estudiosos apoiam que uma palavra não vale mais que seu uso.  Justificam que houve um fenômeno chamado reapropriação, onde um termo usado num primeiro momento pejorativamente é absorvido pelo próprio grupo antes ofendido num sentido de identificação, senso de comunidade e empatia. Foi o que aconteceu por exemplo com o termo black que foi aceito no decorrer das décadas pelos negros americanos e é usado em todo o mundo.

Defendem que “N” em si, tem conotação neutra, mas que pode ser expressado de forma negativa ou positiva. Essa teoria torna o uso do termo COMPREENSÍVEL,  porém que não deve ser incentivado ou aceito. Isso explica porque uma pessoa de outra cor (alguém tem uma sugestão par abolir esse sistema de classificação de humanos por cores, como meias e giz de cera?) não pode dizer “N”, porque seu uso só é compreensível dentro de uma experiência de identificação.

♥ Conselhos da vovó Efigenia ♥

Se você éum artista, cantor, rapper, poeta, escritor, produtor, ator, saiba que parte do ofício de comunicar, é divulgar a língua e seus bons usos.  Sabemos do poder que uma palavra tem. Evitemos palavras como essas porque só geram mais preconceitos e ideias equivocada.

Vamos abolir da nossa vida coisas negativas como “N” e todo mal que vem junto dela.

Não se esqueça de visitar Abolish the “N” Word e o E Empowering ourselves e clicar sobre os links “N” para entender melhor o significado triste dessa palavra.

Juízo!

Beijosda Vovó

etimologia e significado

a palavra N foi uma criação de pessoas cheias de ódio para diminuir ainda mais a condição de existência do PRETO.
“N” não só significa, na pior conotação, preto, negro, escravo, animal. É o pior que há em tudo isso.Denomina todo o ódio que racistas sedentos já não conseguiam demonstrar só com atos, criaram uma palavra pra isso.

“N” é o pior termo para designar qualquer pessoa, mas em geral é atribuida as negros. “N” rebaixa o ser humano e por consquência como um todo. Toda vez que “N” é usada, tudo de pior que há do ser humano ganha um ponto na saga da evolução.

Na origem denominava os escravos que eram o escalão mais baixo da sociedade. Hoje em dia seu uso (não seu significado), tomou rumos surpreendentes.

A primeira vez que eu conversei sobre isso com uma amiga americana, que não era negra, ela disse que sentia vergonha por uma palvra dessas existir e ser usada. Como era possível ser humano se degradar de tal maneira.

A definição de “N” é uma pesoa sem auto-estima, sem valor social, escoria, mal educado, de más maneiras, estupido, ignorante, lento, insolente. E pior, PRETO.

Toda vez que alguem profere “N”, todo o ódio que existe no universo se manifesta.

mesmo incociente, sendo a ciencia neurolinguistica, a repetição do termo corrobora todos os rpeconceitos, todo o negativo que os pretos sofrem todos os dias.

alguém poderia gritar que os próprios negros popularizaram o termo nos anos 90 com o ganstar rap. outro apoiam que uma palavra não vale mais que seu uso. de crta forma, é obvio que a intenção não é denegrir mas exaltar, porém, as palavras são muito poderosas e servem de mecanismo de programação mental. está ai a ciência que não nos deixa mentir.

“Where y’all niggas goin?” is said with no selfconsciousness or animosity to a group of women, for the routine purpose of obtaining information. The point: Nigga is evaluatively neutral in terms of its inherent meaning; it may express positive, neutral or negative attitudes;

nigga (not nigger) brings out feelings of pride” (Davis 1). Here the word evokes a sense of community and oneness among black people.

uso
N não é uma palavra aceitávl porém seu uso é compreensivel. quando um negro chama o outro de my n, ele está se aproximando, se refletindo,se identificando com o outro. porém, devido a carga de preconceito e racismo contida no termo, o melhor é abolirmos de vez esse termo. não precisamos enfatizar a todo tempo que o preconceito que sofremos, mas valorizar e glorificar nossas vitórias, nossa luta.

por isso uma pessoa de outra cor (alguém tem uma sugestão par abolir esse sistema de classificação por cores, como meias e giz de cera?) não pode usar a palavras N, porque seu uso admite não só experiência e idntificação.

calma linguísticos do mal, de maneira nenhuma se trata de neologismo, reapropriação.é um engano como muitos que cometemos com a melhor intenção e que a revoulução humana, em nome da felicidade de todas as pessoas nos dá o direito de corrigir.

racial slur
adjeetivo, vocativo,para cumprir a função fática é fail, porque ao inves de aproximar, afasta, de tudo, do bem, do bom, da felicidade e do amor.

se vc é um artista, rapper, poeta, escritor, produtor, parte do oficio de comunicar, é divulgar a lingua e seus bons usos. temos que evitar o uso incorreto dos termos para evitar mais e mais preconceito. quem tem seu coração nas pontas dos dedos sabe do poder que um palavra tem. temos como mulata, moreninha, escurinho, denegrir e mesmo BLACK (em breve falaremos de todos os termos e porque devem ser evitados) devem ser abolidos em pro de palavras que consagrem as pessoas, não as diminua

não sou eu que vou acusar jay z, outros rappers, the wayne brothers de popularizem o termo até torná=lo algo normal.

vamos abolir N do léxico, d forma de tratamento, da existência

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Bofe do Domingo

Marco Mattoli

Músico

Origem: ítalo-afro-brasileiro

Carreira: cantor, compositor, produtor e band leader

O que contar para a família: Gente fina demais, Marco Fábio é um menino de família, muito bem educado e talentoso. Culto, bom papo, divertido e hot.

É para casar? Só se for agora, porque a fila é grande.

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Bofe do Domingo

Jason Schwartzman

Ator

Origem: norte-americano

Carreira: ator e músico

O que contar para a família: Além de extremely cute, é sobrinho do Francis Ford Coppola e logo primo da Sophia Coppola o que torna qualquer festa de família muito interessante. Seu sobrenome significa “Homem preto”. É talentoso e tudo de bom.

É para casar? Por muito tempo esse foi o objetivo maior da minha vida. Agora eu tô em outra. Mas sim, é um menino casadoiro.

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Por que o brasileiro odeia tanto as mulheres negras?

Como fazer uma dissertação à la francesa

  • A Problemática

Na capa do  site Terra.com hoje:

Torcida marca presença na vitória do Brasil sobre a Polônia

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Na matéria uma foto de 4 mulheres NEGRAS MARAVILHOSAS que estavam na torcida da seleção de vôlei num jogo na Itália. Nos comentários, a lixolândia patrocinada, publicada e incentivada pelo site Terra, chama as mulheres de prostitutas. Baseado em que? COM CERTEZA PORQUE SÃO NEGRAS!

Eu poderia falar do homem em geral, da sociedade, do mundo secular, mas gostaria de saber por que o homem BRASILEIRO trata tão mal e desvaloriza as mulheres negras? Por que sempre somos tão discriminadas? Se somos feias, a segregação social, se somos lindas, somos prostitutas.

Alguém conhece no Brasil uma mulher negra que seja de verdade um ídolo? Você pode citar algumas (Tais Araújo por exemplo), mas nem se compara com qualquer mulher branca, mesmo que seja subcelebridade (dentro do mesmo exemplo, o autor Agnaldo Silva disse, quando Tais Araújo chegou ao auge de sua carreira ao protagonizar a novela das oito e ser uma das “Helenas do Maneco”, que uma Helena negra, não poderia ser  retratada como uma Helena “normal”, segundo ele).

Mulher negra não dá ibope no Brasil.

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  • A Tese

John Lennon um dia disse que a mulher é o negro do mundo. A mulher negra é o negro até da cultura negra. A bióloga Fernanda Lopes, quem eu tive o grande prazer de conhecer na minha adolescência, liderou uma pesquisa relacionada as mulheres negras e o sistema público de saúde. As mulheres negras são as mais mal atendidas nos hospitais e postos de saúde do estado. Inclusive, muitos médicos diziam sentir nojo de tratar mulheres negras.

Esse descaso causa a morte precária e antecipada de muitas mulheres negras todos os dias. Agora, por exemplo.

A mulher negra é a mais discriminada no mercado de trabalho, principalmente entre 25 e 35 anos. Claro,  se somo máquinas parideiras, quem vai dar um emprego ou manter em um uma mulher negra se tem a mentalidade de que é uma mulher ignorante e promíscua e que certamente vai engravidar?

Para uma mulher negra chegar ao patamar de salário de um homem negro que, por si já ganha menos que um homem branco menos escolarizado, ela tem que estudar de 8 a 11 anos a mais!

Nunca me esquecerei uma vez que o Fantástico fez uma pesquisa para eleger a mulher brasileira mais bonita do século. As mulheres foram divididas em 3 grupos: loiras, morenas e RUIVAS (???)!

Você branco, já pensou como é conviver com isso tudo? Quando Luís Caldas e Tiriricas da vida fazem “músicas” jocosas e preconceituosas usando mulheres negras como tema, você já imaginou o que é escutar isso todos os dias na rua? O deboche e o riso velam o racismo por trás da letra e nós é que temos que aguentar.

John Mayer, pseudo-cantor americano disse que nunca ficaria com uma mulher negra, que seu pau membro era um símbolo da superioridade branca (oi?).

A revista americana Complex fez a lista das 50 mulheres brasileiras mais lindas conhecidas internacionalmente votadas pelo público. Entre elas 14 são negras e afro-descendentes, quase 30%. No Brasil, a revista VIP faz também uma lista anual das mulheres mais lindas. Em 2009, das 100 mais gatas da VIP, apenas 8 eram negras (8%)

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  • A Antítese

Louvada na música popular, símbolo de força, luta e beleza, a mulher negra é uma das fontes da miscigenação do Brasil.  Nas religiões afro-brasileiras a mulher negra é a deusa, a guardiã da sabedoria, a mãe.

Uma unanimidade entre poetas e artistas, a mulher negra ocupa posição de destaque no imaginário da cultura brasileira.

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  • Síntese

Eu concordo que o Terra não serve de parâmetro de nada positivo nesta vida. É o antro da lixolândia, Terra de ninguém, onde fala-se o que quer. O Terra dissemina o ódio racial, a intolerância e se vale de uma falsa liberdade de expressão de seus leitores para isso. É o mundo cão online.

Sempre me perguntei porque o homem brasileiro odeia tanto a mulher negra… Qualquer mulher negra tem mais histórias de discriminação racial e sexual do que  a população negra como um todo. Não temos direito a nada. O olhar de desdém das pessoas fere e agride nosso orgulho.

PRETAS, temos que nos unir contra isso, nos posicionar contra essa mídia que finge que não existimos. Quando nos dão espaço é por imposições legais ou por uma pressão  social que podemos fazer juntas!

O preconceito e os estereótipos persistem através do tempo. Morena, moreninha, cor de jambo, mulata, tudo isso é racismo mes belles, não se enganem! Chega de passar a mão na cabeça da brejeirice racista do brasileiro!

São muitos obstáculos mas NADA SUPERA NOSSA FORÇA!

ps.: a antes de gritar e espernear e dizer que o que digo é generalização barata, estude um pouco sobre a universalização dos fatos e fenômenos mais um pouco de retórica e depois cola aí pra gente trocar uma idéia.

ps.: antes de gritar, espernear e encher minha paciência, saiba  QUE ESTOU DE MUITO MAL HUMOR por conta disso!

Isso me deixa doente :(

Leia AQUI Nota de Repúdio contra o site Terra.com.br

:: Efigenias::

PRETAS DO CABELO DURO

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Bofe do Domingo

Kanye West

Cantor

Origem: norte-americano

Carreira: cantor, compositor, produtor, multimídia, buzz-maker

O que contar para a família: É um menino de família, apesar de todos os bafões sempre respeitou muito sua mãe já falecida.

É para casar? Olha, eu já estou comprometida com um amigo dele e parece que a mãe da Pri quer pegar. Aí vai de você…

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À Paris

Chez Gladines

Restaurante sympa e mais do que honesto no 13eme

A Buttes aux Cailles (chamado por mim carinhosamente de Botecão) é uma área situada no 13 eme de Paris próximo a Place d’Italie e o Quartier Chinois. É um cantinho roots longe do agito turístico da cidade, onde se encontram bares e restaurantes très charmants (tem até boteco do jeito que a gente gosta).

O Chez Gladine’s é um restaurante tradicional dessa área.

A comida de origem basca é farta e o o ambiente é realmente agradável. As toalhas quadriculadas nas mesas coletivas são disputadas na hora do almoço pelas pessoas que trabalham na região e a noite pelos boêmios que buscam alimento para  seguirem noite a dentro nas ruas da Buttes.

Destaque para a  Cinq Diamants Salade  8€ (j’adore!) com miúdos de galinha, batatas douradas, alface e ovo frito.

Para sobremesa, o Riz Olé 3€, nosso famoso arroz-doce com um toque francês. Lembre-se de chegar cedo e levar grana/cheque/vale-refeição porque o restaurante não aceita cartões.

♥ Chez Gladines

30 rue des Cinq Diamants, 13eme – Paris

Metrô: Corvisart e Place d’Italie.

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África 2010 destino Brasil 2014

Chega ao fim a histórica Copa do Mundo da África do Sul 2010, a primeira do continente africano (Parabéns a Espanha). Durante um mês vibramos, torcemos, choramos (uns mais que outros) olhando para a África. Viva a Copa!

A Fifa mais uma vez se destacou como grande organismo internacional. Tão importante quanto a ONU e o trabalho diplomático dos países, a FiFa conseguiu unir as pessoas em nome do esporte no maior evento da Terra.  E na África.

Nos últimos 30 dias pessoas no mundo inteiro conheceram mais sobre a África, sua história, seus costumes.  Um olhar muito diferente do que estamos acostumados a ver quando se fala dos paises africanos. E digo África, não somente África do Sul, porque essa Copa representou todo o continente, o povo preto e sua cultura comum.

Pra vocês terem idéia da visibilidade, o termo “World Cup 2010”  teve um aumento de mais de 2000% no último mês nas buscas no Google* e outros termos como “South Africa”  e “Africa Cup” tiveram cresceram no interesse do usuário em mais de 1500 e 300%, respectivamente.

Impressionante também o interesse dos próprios africanos na Copa do Mundo. Os pequenos Suazilândia e Lesoto lideram a lista de paises no interesse nas buscas. O olhar do africano voltado para a própria África  demonstra a importância social do evento.

Os  problemas sociais também foram tema nesta Copa. Violentos protestos dos trabalhadores do Mundial por aumento  de salário e os crônicos problemas de fome, miséria e subsenvolvimento.  O lado positivo é que depois dessa Copa, ninguém pode dizer que não sabe o que acontece na África, tanto a luta e o carisma do povo, o potencial de mercado, os recursos naturais,  quanto a pobreza, racismo. e a Aids A Copa é uma grande exemplo para a humanidade, podemos nos unir para mudar esse quadro de desigualdade, baixar os índices de contaminação de HIV é um primeiro grande passo que devemos a mãe África.

Durante esse mês de festa,  dias vimos na televisão homens e mulheres negras bem sucedidas, lideres mundiais, presidentes, atletas negros. Falamos sobre a beleza das mulheres, o estilo, as paisagens paradisiácas e a influência da África na cultura da humanidade, mesmo quando não nos damos conta.

Uma vez eu perguntei a um lider budista, qual era a opinião do Budismo sobre os problemas que assolam a África nos últimos séculos e que parecem não ter data para terminarem. Com um sorriso ele respondeu temos que olhar a África como o futuro da humanidade.É o inicio e a continuação dela.

Eu gostei do que vi na Copa, muita festa e união, mesmo sobre o crivo dos céticos que dizem que o dinheiro foi a grande estrela do mundial. Humanista romântica que sou, acredito que a primeira Copa da África é um dos maiores eventos da história do povo negro.  E é só o começo.

:)

* fonte: Google Insight, sem valor oficial, meramente ilustrativo.

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Beleza real

Há algumas semanas rolou o bafão das fotos sem retoque da Carol Castro para uma revista de beleza.  A foto é essa aí.

Linda do mesmo jeito

A história é: uma mulher linda comum usada pela mídia para passar uma imagem de deusa, a própria perfeição. Essa imagem manipulada pressiona e escraviza mulheres lindas comuns (como nós)  a alcançarmos esse padrão irreal.

Haja photoshop mental!

Quem não sofre por ter 20 quilos a mais e 20 centimetros a menos? Quem não gostaria de ser mais clarinha, com cabelo mais liso, com mais peito, menos culote?

Padrão de beleza quem cria é você! Sua saúde,  felicidade, personalidade e auto-estima devem ser maior que a imposição de pessoas que querem, na verdade, comprar você.

Todo mundo se cobra, a vaidade é parte da natureza humana principalmente da cultura feminina, mas exemplos como Heidi Montag, Latoya Jackson muitas outras, nos mostram onde essa loucura pode levar. É clichê, mas é real!

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La NOIRE Vague

Fruto da ociosidade ou da real necessidade de dizer alguma coisa?

A pergunta é: Pourquoi pas la vague noire?

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Incluíndo fora

Hollywood tem espaço para todos?

Daí que a Gabourey  Sidibe concorreu ao Oscar de Melhor Atriz neste ano pelo seu papel no filme épico Precious, baseado no romance da escritora americana Saphire. Gabourey Sidibe é uma estudante de psicologia, atriz, preta e gorda.

Cinderela do sonho americano, o auge do espírito do Yes We Can, após sua atuação magistral no filme e sua entrada no show business pela porta da frente muita polêmica já gira em torno do seu nome: é possível que uma mulher obesa tenha verdadeiro espaço em Hollywood? Que papéis ela poderia fazer?

Os  ferozes e notoriamente mal-amados radialistas Howard Stein e sua companheira de programa Robin destilaram palavras de ódio e desprezo contra Gabourey. “É um mal exemplo!”, gritaram eles, no auge de sua fúria. Contritos, sentiram pena dela e das pessoas que fingem que uma garota de quase 200 kilos possa fazer parte do mundo das celebridades. Tsc, tsc, tsc.

Os Estados Unidos vivem a contraditória epidemia da obesidade. Enquanto milhões de pessoas em todo o mundo morrem de fome e outros milhões sofrem para alcançar o padrão de beleza magro imposto pela mídia e a sociedade, parece que muitos no país das oportunidades não querem ver frente a frente uma mulher gorda, afro-americana que vai a universidade, tem amigos, amores e fotografa divina nos red carpets da vida.  Como se no país onde 6 em cada 10 pessoas são obesas,  pessoas como ela não existissem na vida real. Até o blogueiro Perez Hilton andou criticando o sobrepeso de Gabe, segundo ele porque se preocupa com sua saúde, mas cá pra nós, eu duvido um pouco que essas críticas venham mesmo da preocupação com a saúde dela (inclusive o laureado blogueiro Perez Hilton já fez e por um bom tempo, parte do grupo dos gordos). Talvez seja porque é fácil falar de inclusão, de combate aos padrões sociais de beleza, mas ver no spotlight brilhando sejaum pouco mais complicado. “É a quebra da ordem social!” , bradariam conservadores pouco conformados.  Parece que para essas pessoas, longe do gueto onde deixamos os excluídos existirem, a imagem do diferente  choca, descontextualiza todo o discurso de inclusão e traz à tona a mais bem guardada  hipocrisia.

Se Gabe  vai ser mais do que a Precious ou se os roteiristas escreverão papéis para ela, só tempo dirá, mas já vemos sinais de que ela é muito mais que isso e tem muito talento para mostrar, assim como todas as pessoas, independente da condição, situação, formação ou deformação física.

Quem limita as pessoas realmente não tem idéia do que significa a palavra ARTE.

Leia também:

:: Efigenias ::

Arte pura para todos

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Black or Pink

Proponho a vocês a mesma  pergunta  que eu  fiz para um amigo canadense?

“Is it possible that pink is better than black in a human being?”

Nem vou publicar a foto porque isso implicaria  ter que olhá-la outra vez e é exatamente o que eu não quero para minha  vida.
Todos me conhecem por meu espírito tolerante e progressista (até demais), mas não consigo ter ternura por essas mulheres que usam clareadores de pele para “tentarem” ficar “brancas” (o que é ser branco?).  A primeira vez que eu vi no metro de Paris não podia acreditar. “Será que ela realmente crê que alguém acredita que ela é branca ou pensam que tem um câncer de pele?” divaguei no auge do meu asco.
unfairNós mulheres somos oprimidas pelas ditaduras da beleza. Mas isso não as eximir de culpa e nem  me impede de quase vomitar quando uma conhecida de Paris também disse que estava difícil encontrar esse tal “bleaching” ou “whitening” e perguntava se no Brasil não teria para comprar.
Não honey, não tem e se depender de mim não vai ter nunca! Qual neguinha do Brasil nunca ficou horas torrando no sol pra ficar mais preta? Eu, muuuitas vezes e vou continuar assim, quanto mais preta melhor!
Pra resumir minha conversa com ela eu disse: ” Ça, c’est dégoûtant, biatch!!”
:: Efigenias ::
o tempo passa…

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